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Quinta-Feira, 03 de Outubro de 2019, 08h:38
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MPF diz que auditor lavava dinheiro por meio de parentes; mulher declarou relógio avaliado em R$ 980 mil

Por: G1

REPRODUÇÃO

AUDITOR

 

Em seu Imposto de Renda, em 2017, a mulher do auditor da Receita Federal Marcial Pereira de Souza declarou um relógio no valor de R$ 980 mil. De acordo com o relatório, a joia é herança de seu pai, já falecido. O pai de Mônica, ainda segundo a Receita, nunca declarou possuir a joia.

 

Marcial foi preso nesta quarta-feira (2) pela Polícia Federal, em mais uma fase da Lava Jato no RJ. De acordo com investigadores, o auditor esconderia o aumento de patrimônio em bens em nome de parentes.

 

Os investigadores afirmam que o relógio, um Jean Dumond Shabaka, é um dos dez mais caros do mundo.

 

"Causa espanto mesmo o pai sendo seu dependente nos anos calendário 2013 e 2014", escreve um dos investigadores em relatório sobre o auditor Marcial.

 

O G1 teve acesso ao documento que consta do processo contra auditores da Receita Federal suspeitos de extorquirem dinheiro de empresários investigados pela Lava Jato no RJ.

 

Mônica declarou ainda possuir um outro relógio no valor de R$ 300 mil. Outros quatro relógios foram vendidos, segundo ela, em 2017, por um total de R$ 900 mil.

 

Segundo consta na denúncia, em resumo, o Sr. RICARDO SIQUEIRA RODRIGUES,que foi alvo da “Operação Rizoma”, foi procurado, em agosto deste ano, pelo seu contador,

 

RILDO ALVES DA SILVA (CPF nº 892.230.207-00), que lhe relatou que uma pessoa que

 

trabalharia na Receita Federal do Brasil (RFB) teria feito contato e informado que o Sr.

 

RICARDO seria fiscalizado e que isso geraria uma multa elevada. Esse suposto AFRFB

 

seria vizinho do Sr. RILDO.

 

10. O Sr. RICARDO informou ainda que se encontrou com RILDO e uma pessoa de nome

 

MARCIAL, no dia 06 de setembro de 2018, em seu escritório, localizado na Rua Dias

 

Ferreira, nº 175/101, Leblon, Rio de Janeiro/RJ; que MARCIAL descreveu que a delegacia

 

em que trabalhava na RFB teria recebido um ofício da 7ª Vara, solicitando que fosse feita

 

investigação a respeito da movimentação financeira do Sr. RICARDO entre 2009 e 2016; e

 

que MARCIAL já tinha comentado com RILDO que exigia o pagamento de EUR

 

750.000,00 (setecentos e cinquenta mil euros).

 

No referido encontro o Sr. RICARDO mais uma vez informou que não teria condições

 

de pagar os EUR 750.000,00; que MARCIAL ficou então de falar “com sua equipe” a

 

respeito de uma contraproposta; e que MARCIAL destacou que os valores poderiam ser

 

pagos no exterior em uma conta que providenciaria

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