PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019, 10h:12
Tamanho do texto A - A+
BRASIL
INVASÃO Twitter

Venezuelanos ocupam embaixada do país em Brasília para declarar apoio a Guaidó

Por: O Globo

FEDERICO PARRA / AFP

 

Em um episódio que ainda não está claro, um grupo de funcionários da embaixada da Venezuela em Brasília teria "desertado" do governo Nicolás Maduro e permitido, pela primeira vez, a entrada de um enviado do  líder opositor Juan Guaidó na representação diplomática. A Folha de São Paulo, no entanto, informa que o prédio teria sido invadido por cerca de 20 simpatizantes de Guaidó, reconhecido pelo Brasil e mais cerca de 50 países como "presidente interino" da Venezuela.

 

Tomás Alejandro Silva, ministro-conselheiro da embaixada nomeado por Guaidó, teria entrado na embaixada nesta manhã, supostamente depois de ter o acesso liberado. Outros funcionários leais a Maduro, como o atual adido militar, se dirigiram imediatamente à embaixada. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) também se encontra no local.

 

O Batalhão do Rio Branco, da Polícia Militar do Distrito Federal, encarregado de dar proteção às embaixadas, está na porta, mas não pode entrar devido à inviolabilidade diplomática — oficialmente, o prédio é considerado território estrangeiro.

 

Segundo a versão divulgada em comunicado pela embaixadora designada por Guaidó para o Brasil, María Teresa Belandria, um "grupo de funcionários" da embaixada teria entrado em contato com os representantes do governo autoproclamado para informar "que reconhecem Juan Guaidó como presidente" da Venezuela.

 

O grupo, segundo o comunicado, "entregou voluntariamente" a sede diplomática" da Venezuela no Brasil. Funcionários que estavam dentro da representação diplomática teriam sido notificados da ação e convidados a aderir ao movimento, "garantindo todos os direitos trabalhistas".

 

A notícia da invasão da embaixada mobilizou desde cedo o governo brasileiro. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, está neste momento com o presidente Jair Bolsonaro, em reunião no Palácio do Planalto, para tratar da questão. Uma nota a respeito do assunto será divulgada pelo Itamaraty nas próximas horas.

 

Fontes do governo brasileiro disseram que há dúvidas sobre como está a situação. Afirmaram que o Ministério das Relações Exteriores só foi informado sobre a situação pela manhã, "com o episódio instalado".

 

Versões contraditórias

A colunista Mônica Bergamo, da Folha, contudo, noticia que a embaixada teria sido invadida por um grupo de 20 simpatizantes de Guaidó.

 

A Folha cita um áudio do encarregado de negócios do país no Brasil, nomeado por Maduro, Freddy Meregote, em que ele pede ajuda de movimentos sociais e partidos políticos porque os invasores estavam "violentando o território venezuelano".

 

Meregote também nega que os funcionários da embaixada tenham "desertado" e afirma que todos dentro da representação reconhecem Maduro como presidente.

 

A ocupação da embaixada coincide com o primeiro dia da reunião de cúpula do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os quatro países se mantêm ao lado de Maduro.

 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou ao GLOBO que vai à embaixada agora pela manhã para declarar apoio aos funcionários supostamente leais a Guaidó:

 

— Nesse momento estou indo para a embaixada da Venezuela dar apoio ao diplomata Tomás, que faz parte da equipe da embaixadora María indicada por Guaidó, que está dentro da embaixada junto com o adido militar venezuelano de Maduro, senhor Barroso, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e o embaixador de Cuba. — disse o deputado. — Não entendo como o Brasil reconhece Guaidó como presidente, mas quem ocupa a embaixada é o indicado pelo narcoditador Maduro. Estar contra Maduro é estar ao lado do povo venezuelano que morre de fome e é assassinado quando protesta. O Brasil não é a Venezuela de Maduro.

 

Caracas não tem embaixador no Brasil desde 2016, quando Maduro chamou Alberto Castelar de volta em protesto ao impeachment de Dilma Rousseff. 

Twitter

PUBLICIDADE



Veja mais sobre este assunto:

Edição 208 Dezembro de 2019

PUBLICIDADE

Enquete
COLUNISTA
BLOGS MAX
  • PUBLICIDADE

  • PUBLICIDADE

  • PUBLICIDADE


PUBLICIDADE


PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

© 2019 - Notícia Max - Todos os direitos reservados