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Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019, 08h:25
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ESPORTE
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Após peitar dirigente e deixar clube em 45 dias, Tite é acolhido em volta a Abu Dhabi pela Seleção

Por: Globo esporte

LUCAS FIGUEIREDO

TITE

 

Fotos, pedidos de autógrafos, cumprimentos e presentes recebidos. Tite tem sido bajulado em sua volta a Abu Dhabi, emirado onde a seleção brasileira faz nesta terça-feira, contra a Coreia do Sul, a última partida do ano. O amistoso acontece às 10h30 (de Brasília) no estádio Mohammed bin Zayed.

 

O tratamento vem sendo até melhor do que o próprio Tite esperava. Afinal, o treinador trabalhou duas vezes em Abu Dhabi e em ambas não saiu de maneira agradável.

 

A primeira foi em 2007, pelo Al Ain. Após seis meses e 25 jogos, Tite peitou a diretoria do clube a acabou demitido. Os cartolas queriam que ele escalasse um jogador que na época pertencia à seleção e o técnico se recusou.

 

A volta a Abu Dhabi aconteceu quase três anos depois, em passagem relâmpago pelo Al Wahda. Tite comandou a equipe em cinco jogos e, após 45 dias, pediu para sair, após receber convite para dirigir o Corinthians.

 

– Eu sou muito grato ao Al Wahda. De alguma forma, interrompi um contrato, o que não é de praxe meu, porque estava se oportunizando uma situação para mim. Eu pedi para sair, e eles estavam relutando até 3h da manhã, eu tinha voo às 8h. Eu pedi porque era algo importante para mim. Eles estavam relutante porque também disputavam o Mundial. Eu tentava convencê-los da importância de eu retornar e trabalhar no Corinthians – contou o treinador, que foi presenteado com uma camisa do Al Wahda ao voltar ao estádio do clube para treinamento da Seleção.

 

– Talvez, se fosse eu, não tivesse o nível de compreensão que eles tiveram. E me receberam de uma forma tão afetuosa agora. Eles viviam um momento importante. Se me mandassem embora depois de 5 jogos, eu ficaria p. da vida. Eu não sabia como eles iriam me receber. Me deixou feliz !

 

Em termos de resultados, Abu Dhabi não deixou saudades em Tite, que não levantou taças no emirado. Porém, após as duas passagens ele deu a volta por cima e conquistou títulos, primeiro pelo Inter, na Sul-Americana de 2008, e depois em seu melhor momento da carreira, pelo Corinthians, entre 2010 e 2013.

 

O técnico espera que a história se repita agora, quando vive o pior momento pela Seleção. Após o título da Copa América, o Brasil ainda não venceu. Desde então, foram duas derrotas, para Peru e Argentina, e três empates, com Colômbia, Senegal e Nigéria.

 

– Eu estou muito feliz em retornar a Abu Dhabi, uma cidade que me acolheu muito bem. Apesar de terem sido menos de 60 dias, cinco jogos no Wahda, eles me construíram como técnico, em cima de uma cultura diferente, um povo diferente, mas em cima de diferenças podemos agregar. O meu primeiro jogo foi um clássico contra o Al Jazira, e o Abel (Braga) estava aqui. Com todos os dirigentes com quem pude falar, eles relembraram daquele clássico, um espetáculo bonito. Isso traz uma atmosfera boa, eu me sinto acolhido, me sinto bem – recordou o treinador.

 

O Brasil vai a campo contra a Coreia do Sul com cinco mudanças em relação à partida contra a Argentina. A escalação canarinho será: Alisson, Danilo, Marquinhos, Militão e Renan Lodi; Fabinho, Arthur e Paquetá; Gabriel Jesus, Coutinho e Richarlison.

 

A TV Globo transmite o amistoso com narração de Luis Roberto, comentários de Roger Flores e Caio Ribeiro. Na Central do Apito, PC Oliveira. Com reportagens de Carlos Gil e Edgard Alencar.

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Edição 207 Dezembro de 2019

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