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Quinta-Feira, 05 de Dezembro de 2019, 14h:46
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ALFREDO DA MOTA
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Na política estadual

Por: ALFREDO DA MOTA

alfredo mota

 

Velha e repetida frase sobre politica diz que ela nada mais é que a soma de conjuntura, circunstância e conjectura. Sem ilações ou conjecturas a politica é insossa. Por esse caminho a coluna vai enveredar.

 

Como primeira conversa, chegaram a aventar a possiblidade de uma caminhada politica conjunta entre Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro. E, no suposto acordo, o Mauro apoiaria a candidatura do Emanuel a prefeito em 2020 e o Emanuel apoiaria o Mauro em 2022 numa reeleição.

 

Em 2026, Mauro, como candidato ao Senado, daria apoio ao Emanuel para governador.  De repente, no meio dessa suposição política, até apareceu a história de colocar o Júlio Campos, do mesmo partido do Mauro, como vice do Emanuel.

 

Mas a recente insinuação do Emanuel de que uma suposta investigação da polícia sobre um determinado ato dele teria apoio do governador, enterrou de vez toda e qualquer conjectura nessa direção. Alguns até acham que o Emanuel fez isso para matar a ideia da aproximação política entre os lados com aquela sugestão da ida do Júlio Campos para ser seu vice.

 

Outra hipótese seria o Mauro, depois das contas públicas já mais ajeitadas, entrar firme na eleição do ano que vem para prefeitos e vereadores pelo estado. Governador tem mais alternativas e meios que nenhum outro personagem para ajudar em eleições municipais.

 

Também haveria outro inconveniente nessa imaginada aproximação: uma união muito grande de políticos da Baixada Cuiabana num projeto que deveria mirar o estado inteiro. É que parte do estado não olha com bons olhos uma volta do domínio da política por Cuiabá e região.

 

Continuemos a inventar hipóteses. Mauro ficando no DEM teria dificuldade em ser o líder único de um grupo político, como foram outros governadores em momentos diferentes.  É que o DEM tem a presença forte dos irmãos Campos, Júlio e Jaime. Eles estão na sigla desde a Arena, que virou PDS, depois PFL e agora DEM. Nunca mudaram do partido.

 

O Mauro ir para o partido do Bolsonaro é um risco por causa dos altos e baixos que deve ocorrer numa sigla que teria o absoluto comando da família do presidente. Muito sacolejo pelo caminho.

 

Outra hipótese seria o Mauro, depois das contas públicas já mais ajeitadas, entrar firme na eleição do ano que vem para prefeitos e vereadores pelo estado. Governador tem mais alternativas e meios que nenhum outro personagem para ajudar em eleições municipais.

 

Sair da eleição com força politica maior. Criaria um grupo estadual, não só na Baixada, em torno dele. Se sair do partido, teria muita gente pelo estado o acompanhando. Se não sair, a equação interna poderia ser bastante alterada.

 

Nessa invenção poderia entrar até um suporte do governador numa suposta candidatura do Blairo ao Senado. Não esquecer, outra vez, que diferentes lugares do estado não querem a volta de um domínio político da cuiabania.

 

O Mauro poderia ser esse agente político que faz política aqui, mas que, sendo “estrangeiro”, poderia aglutinar ao redor de si gentes da politica do estado inteiro. Não se vislumbra nome do interior que esteja em posição hoje de fazer essa aglutinação. O caminho está aberto.

 

Como trilhá-lo, com quais forças ou em qual partido é que será interessante ficar fazendo ilações. Você não concorda que, sem conjecturas, a política seria insossa?

 

 

 

ALFREDO DA MOTA MENEZES é analista político.

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Edição 211 Janeiro de 2020

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