PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quarta-Feira, 30 de Outubro de 2019, 09h:23
Tamanho do texto A - A+
JOÃO EDISOM
Twitter

O Estado e o quinto poder

 

Muita gente está se perguntando o que está ocorrendo com o mundo. Porque países até então tidos como organizados e consolidados estão em convulsão? Esta mesma pergunta é feita por entidades e instituições organizadas que já não tem mais controle sobre o que e onde iniciou aquele movimento. 

 

Com as ferramentas tecnológicas nasceu no mundo um quinto poder, que soltos e libertos pelas democracias viralizam, seja em forma de Fake News ou movimentos revolucionários sem causa definida e nem pauta reivindicatória. 

 

O que estou conceituando de “quinto poder” são armas (redes de informação/internet)utilizadas por uma sociedade difusacom grande efeito nas democracias do mundo e que se manifestamem ondas de opinião que se movem em velocidade inimaginável, invadindo fronteiras e causando turbulências, algumas com altas outras com baixa intensidade,mas sempre a partir dos espaços digitais. Frequentemente emergem das ruas e atacam de forma destrutivapatrimônios públicos e privados, principalmente multinacionais nas grandes cidades. 

 

O sociólogo Manuel Castells que tem estudado este temahá algum tempo,já mapeou esse tipo de movimento em 80 diferentes países somente na ultima década. Em todos houve quebra-quebra, bombas, saques e afronta aos valores tradicionais. Há uma trilogia: fogo,principalmente em veículos, quebradeira com saque em prédios públicos e grandes empresase exposição do corpo, com teor sexualizado agressivo. 

 

Em regra iniciam seus movimentos a partir de coisas insignificantes, tais como um aumento de 20 centavos em uma passagem de ônibus (São Paulo em 2013) e durante o movimento ganham adesão de outros grupos insatisfeitos pelas mais variadas causas ou interesses, e quase sempre tem a simpatia da maior parcela da sociedade.

 

É evidente que vivemos uma instabilidades a partir do desenvolvimento da internet e suas possibilidades. Esta ferramenta possibilita a quebrade todas as barreiras da informação controlada e pasteurizada pelos veículos oficias de comunicação, se tornado um “poder” incontrolável pelas forças do estado tradicionalmente conhecidas. 

 

O indivíduo ganhou com ela um grande poder frente às instituições públicas e privadas, em um mundo institucional envelhecido, com seus dirigentes pensando segundo os velhos padrões e métodos e agindo com conhecidas soluções.Estes não sabem e não saberão o que fazer. A comunicação anônima não exige responsabilidade.

 

Não por acaso nas ditadurasda Coreia do Norte e de Cuba a internet é controlada. Observamos algo semelhante na China e nas outra 46 Repúblicas que flertam com o autoritarismo segundo levantamento da Freedom House, ong americana que monitora anualmente as democracias ao redor do mundo.

 

Todo este desconforto indica que o velho modelo de Estado do pós Revolução Industrial e da pós Revolução Francesa já não serve mais, já não atende as necessidade e nem controla os desejos difusos.Precisamos de um novo modelo de Estado para lidar com o “quinto poder”. Ainda não temos! O novo Estado não nasceu e o velho está virando líquido muito depressa.

 

João Edisom é jornalista, possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso

 

Twitter

PUBLICIDADE



Edição 216 Fevereiro de 2020

PUBLICIDADE

Enquete
COLUNISTA
BLOGS MAX
  • PUBLICIDADE

  • PUBLICIDADE

  • PUBLICIDADE


PUBLICIDADE


PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

© 2019 - Notícia Max - Todos os direitos reservados