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Quarta-Feira, 28 de Agosto de 2019, 11h:09
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JOÃO EDISOM
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O modelo de estado e o fim do emprego

 

Tem pessoas que vem ao mundo com o intuito de ser criativo e empreender. Outros já precisam que alguém faça isso para eles e o empregue em sua ousadia empreendedora. Acontece que isso tem tudo a ver com o modelo e o direcionamento dado pelas políticas de Estado. O Brasil tem sido umafábrica de empregados.Mas este é o velho modelo que está sendo atropelado pelos ventos da tecnologia. O que vivemos agora é a transição entre o mundo pós industrial e o mundo pósdigital.

 

Há uma corrente forte no mundo todo empurrada pela era digital em que os Estados estão sendo diluídos, como já tratei em artigos anteriores a este, intitulados “O fim do Estado”, que interfere na economia e no modus operandi das pessoas ao se relacionarem com o mundo do trabalho. Algo que afeta a existência e permanência de determinada função. Profissões tradicionais irão acabar ou diminuir na velocidade da luz com o avanço do tempo. Uma geração irá avançar sobre dez novas gerações.

 

Na educação, o método que dá acessojá é mais importante que o conteúdopois este  estádisponível online.Portanto, em determinadas áreas, a figura do professor já é dispensável.Cada dia que passa ampliará este comportamento até para cursos tradicionais, como medicina e direito. Na saúde (medicina)já são realizadas cirurgias computadorizadas e dirigidas a distânciaque poderão,muito em breve, dispensar a ação direta do cirurgião. É o avanço da chamada “inteligência artificial”. O mesmo já se aplica ao direito, com o advogado virtual. 

 

Aí vem a necessidade do Estado formal intervir para antecipar o ociosismopor vir das massas.As pessoas vão fazer o que? E como?  Primeiro,as estatísticas que apontam aumento e ou diminuição de empregos precisam mudar os critérios.Os velhos métodos de coleta, tabulação e analise já são ineficazes.Muitos que entram na conta do desemprego tem atividade e renda superior a maioria dos empregados e dificilmente retornarão ao velho posto.Outrosque até são “efetivos” tem salário e aparecem nas estatísticas de “trabalhadores empregados” já não “trabalham” mais, ou por ociosidade ou por deslocamento de função, ou seja, disfunção.

 

Segundo que o Estado não pode mais ser o empregador, pois pessoas encarecem a máquina pública e produzem poucos resultados efetivos.Mas, ao mesmo tempo, é papel do Estado cuidar de pessoas. Focar em produzir conhecimento, incentivar a criatividade, projetaro cidadão independente e fomentar o autoconhecimento para pró atividade e o empreendedorismo é um caminho seguro e sem volta.

 

As atividades braçais, o ativismo repetitivo dos balcões e das fábricas, os burocratas, as corporações fiscalizadoras, as velhas matrizes que envolvem edificação (escritório), mobiliário, ficha funcional, processos, ponto e carga horária fixa estão com os dias contados. Mas sempre haverá espaço para quem pensa, para quem cria e se reinventa.Atividades fragmentadas e personalizadas. É neste ponto que o Estado deve conduzir os seus cidadãos.

 

Portanto a informalidade já não é tão informalidade assim e autônomo já é empresa. Ou mudamos o que ensinamos ou seremos vítimas do que não aprendemos. Ócio mais ausência de conhecimento factível juntos matam!olhem o mercado, pois fome de passado mata o futuro!

 

João Edisom é jornalista, possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso

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Edição 210 Dezembro de 2019 ( EDIÇÃO ESPECIAL

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