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Terça-Feira, 23 de Julho de 2019, 09h:18
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LEONARDO CAMPOS
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PEC 108

Leonardo Campos

 

Na conquista da sociedade brasileira nos últimos 90 anos. Anistia, diretas-já, convocação da constituinte, impeachment de dois ex-presidentes, aprovação da Lei da Ficha Limpa, todos estes fatos guardam algo em comum: tiveram como protagonista, em nome da população, a Ordem dos Advogados do Brasil. Mais do que uma entidade de classe, a Ordem se tornou, ano após ano, luta após luta, caixa de ressonância dos anseios de toda a coletividade, por sua postura combativa, sempre em defesa do Estado Democrático de Direito.

 

Este simples histórico, esta mera constatação do papel da OAB na nossa história contemporânea, deveria ser mais do que suficiente para que qualquer sugestão que implique no fim da entidade, como a Proposta de Emenda à Constituição 108 pretende, seja de pronto rechaçada não só pelos advogados, valorosos quadros da Ordem, mas por toda a população.

 

Mas não é apenas por este papel, pelos relevantes serviços prestados ao país, que a PEC não pode prosperar. A OAB tem a importante missão de assegurar e fiscalizar o exercício profissional, garantindo a todo e qualquer cidadão, o melhor serviço, na defesa de seus interesses. Do mesmo modo, a entidade trabalha pelos advogados, os protegendo, de forma a impedir que a crise econômica que assola o Brasil atinja também estes profissionais.

 

Outro importante aspecto da atuação da Ordem é a busca, cada vez mais, da excelência na prestação de serviços à sociedade, por meio de seu exame. É absolutamente falacioso qualquer argumento no sentido de se dizer que a instituição, com esta obrigação, cria uma reserva de mercado, simplesmente porque não há limite para o número de bacharéis aprovados.

 

Notem que para implodir com uma entidade que atua como um agente de proteção ao cidadão, individual ou coletivamente, frente à força desproporcional do Estado ou de grupos detentores do poder, é necessária a aprovação de uma PEC. Isso porque a OAB está, legitimamente, inserida na Constituição Federal, a nossa constituição cidadã, cujos direitos individuais precisam ainda ser garantidos, 30 anos após a sua promulgação.

 

Por isso, somos totalmente contrários a qualquer tentativa de desmonte, a qualquer manobra que vise calar a OAB, que vise calar a advocacia, e temos a confiança que o Congresso Nacional, deputados e senadores, representantes eleitos pelo povo, rejeitará esta tentativa de enfraquecimento da sociedade como um todo. Enfrentamos a ditadura, lutamos por democracia, buscamos incessantemente que nossas vozes fossem ouvidas e seguiremos assim, porque jamais calarão a advocacia brasileira.

 

Calar a advocacia é calar o cidadão.

 

LEONARDO CAMPOS é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

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Edição 191 Agosto de 2019

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