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A violência e crimes contra o idoso em três perspectiva

Por: MAGLI MOURÃO

Um grande e preocupante problema, em muitas famílias brasileiras, é não ser levada em conta a qualidade de vida dos idosos. É comum nos depararmos com muitos idosos vivendo em condições precárias, faltando-lhes o essencial que é o respeito e o carinho dos seus familiares.

 

Mesmo amparados pela Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que institui o Estatuto do Idoso. Ainda assim, os crimes cometidos contra a pessoa idosa são assustadores. Para uma melhor compreensão desse problema podemos analisa-lo por três perspectivas: Demográfica, Socioantropológica e Epidemiológica.

 

Demográfica diz respeito ao rápido crescimento da população idosa devido aos avanços médicos. No Brasil, segundo pesquisa do IBGE, a população idosa totaliza 23,5 milhões de pessoas. Projeções das Nações Unidas (Fundo de Populações) indicam que uma em cada 9 pessoas no mundo tem 60 anos ou mais. O estudo aponta, ainda, que, em 2020, a população idosa brasileira será de 30,9 milhões superando os indivíduos com idade de 0 (zero) a 30 (trinta) anos. 

 

Socioantropológica está relacionada a uma triste realidade, na qual muitos acreditam que os idosos não servem para mais nada e ainda atrapalham o cotidiano daqueles que ficam encarregados de lhes oferecer cuidados. 

 

Epidemiológica fica a cargo dos órgãos governamentais de saúde para que possam fazer uma avaliação e detectar o grau dessa violência e o quanto que ela prejudicou o idoso. Existem várias formas de violência contra o idoso, podendo ser tanto por uma ação como, por exemplo a lesão corporal ou por meio da ofensa, quanto por omissão, quando deixa de prestar socorro, não o medicar da forma correta entre outros. Foram estipuladas também algumas categorias de violência contra idosos que são elas: Violência Física, Maus Tratos Psicológicos e Terrorismo, Abuso Sexual, Abandono, Negligência e Abuso Financeiro. 

 

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A violência física é aquela cometida com o emprego de agressões corporais, utilizando a força física para forçar o idoso a fazer algo que ele não queria, provocando-lhe dor, incapacidade ou até mesmo podendo acarretar sua morte. 

 

Os maus tratos psicológicos e terroristas são os mais difíceis de serem detectados, eles podem ser definidos como agressões verbais ou gestos que tem como intuito amedrontar, aterrorizar e humilhar o idoso de tal forma que o próprio se intimida e fica refém sofrendo calado e guardando essas grandes magoas que podem manifestar em doenças e sentimentos psicossomáticas. A falta de afeto muitas vezes vem acompanhada de outros tipos de violência, como a física e a sexual. Existem várias formas de violência psicológica: como a mobilização emocional da vítima para satisfazer a necessidade de atenção, carinho e de importância, ou como a agressão dissimulada, em que o agressor tenta fazer com que a vítima se sinta inferior, dependente e culpada.

 

A atitude de oposição e aversão também é um caso de violência psicológica, em que o agressor toma certas atitudes com o intuito de provocar ou menosprezar a vítima. As ameaças de mortes também são um caso de violência psicológica. 

 

O abuso sexual é todo ato que obriga o idoso a pratica sexual por meio da força física e moral, intimidação, ameaças ou com o emprego de armas, sedução para extorquir dinheiro do Idoso e intimando a ter que lhes dar dinheiro forçadamente.

 

O abandono pode ser entendido como violência que se manifesta pela deserção ou ausência dos responsáveis familiares, governamentais ou institucionais, de prestarem assistência a uma pessoa idosa necessitada de proteção. (DUMARA,2007)

 

A negligência é deixar de oferecer ao idoso os cuidados básicos para a sua sobrevivência, este é um dos tipos de violência mais comuns: A negligência é o ato de omissão do responsável pela criança/idoso/ outra (pessoa dependente de outrem) em proporcionar as necessidades básicas, necessárias para a sua sobrevivência, para o seu desenvolvimento. Os danos causados pela negligência podem ser permanentes e graves. A negligência é um tipo de violência muito mais abrangente e disseminada no país.

 

O abuso financeiro é utilizar de forma ilegal, sem a autorização do idoso os seus recursos financeiros. Alguns exemplos são: apropriar de cartões e senhas bancárias, oferecer ou vender bens do idoso sem a sua autorização, apropriar do dinheiro ou propriedades do idoso, sendo que maioria das vítimas são pessoas pouco informadas. Principalmente quando os filhos são formados e fazem o idoso assinar procurações em seu favor para passar os bens dos Idosos para seu poder e fazendo torturas psicológicas para agirem em seu favor. 

 

 Pode-se aferir que todas essas formas de violência contra o idoso estão interligadas, muitas vezes não é possível praticar um desses crimes sem ter que praticar outro, por isso o idoso deve receber do Estado, da sociedade e da família o apoio e os cuidados necessários para ter uma boa qualidade de vida. Por isso, fique atento e ligado na sua família pode estar acontecendo.

 

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MAGLI DE BARBA MOURÃO é Psicopedagoga, Ambientalista e Sexóloga

 

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Edição 153 Outubro de 2018

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