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Segunda-Feira, 25 de Novembro de 2019, 15h:09
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WILSON CARLOS FUÁH
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Desenvolver autoconhecimento

 

Muitas vezes na minha infância colocava-me como iscas psicológicas, e em vários momentos, fazia exposições de meus erros de forma espontânea, para entender até onde poderia confiar nas pessoas próximas e assim poder conhecê-las melhor.

 

Por isso, fui muitas vezes criticado na minha meninice, aparentemente por ser puro de tudo, mas muitas vezes, eu colocava os erros expostos, apenas com a inversão das palavras, assim:

- lá vem o boi com o homem no laço;

- estou com dores no meu coelho do braço esquerdo;

 

E assim, provoca risos e propagação de deboches entre os parentes que repetiam entre eles sobre minhas palavras erradas, e as usavam como forma de julgamento, e assim, eu era classificado como um ser de “pouca inteligência”.

 

Expor pequenos erros, é também uma forma de conhecer as pessoas, pois estas estão a vascular os nossos erros como instrumento de julgamento, e mesmo que durante a nossa vida consigamos praticar milhares de acertos e somados as ações construtivas genuinamente nossas, mesmo assim, seremos julgados por um pequeno erro.

 

O importante na verdade é não errar, mas isso é quase impossível, e diante dessa certeza, ao cometer um pequeno erro, e que não trará prejuízo para ninguém, mas só a nós mesmo, e que serve para aliar os nossos momentos, será sempre importante sorrir de nós mesmo, e às vezes, até sorrir mentalmente das outras pessoas, pois elas estarão de qualquer forma, nos julgando e se colocando como sábias das nossas verdades.

 

Mas, jamais devemos pensar em devolver os pré-julgamentos, pois o importante é saber desde sempre, o quanto é importante o valor do aprendizado, pois estamos passando por várias moradas, nas seguidas estações evolutivas da vida, somos todos iguais e falíveis em cometer erros e acertos.

 

E assim, pude compreender as pessoas desde a minha infância e ao conhecê-las, passei a entender o mundo e as suas diversidades com as várias ações pessoais praticadas, e sofre menos com as pessoas, por não esperar por gratidão ou alimentar menos  expectativas de reconhecimento nos atos e pactos sociais.

 

Com isso, desfazemos das dores pela não aceitação dos nossos iguais e passamos a aceitar as pessoas como elas são, pois a verdadeira felicidade é entender as pessoas com os seus erros, e a nós, sabermos desenvolver o poder do autoconhecimento, só assim, estaremos preparados para aceitar as nossas deficiências, mas acima de tudo, saber que nenhum de nós, por ainda estarmos por aqui, é porque ainda temos muito que aprender e muitas missões a serem compridas, mas acima de tudo, fica sempre a certeza de que ainda não alcançamos a perfeição da alma.

 

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: wilsonfua@gmail.com

 

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Edição 210 Dezembro de 2019 ( EDIÇÃO ESPECIAL

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