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Quarta-Feira, 31 de Julho de 2019, 17h:29
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Homem de 64 anos procura Polícia Civil e confessa morte de mulher há 25 anos

Por: REDAÇÃO

A Polícia Judiciária Civil apura um suposto homicídio com ocultação de cadáver, ocorrido há 25 anos, do município de Sinop (500 km ao Norte). O autor seria o marido da vítima, que hoje está com 64 anos, e resolveu confessar a morte da esposa, ao procurar a Delegacia da Polícia Civil, na terça-feira (30.07), acompanhado da atual mulher.

 

O suspeito, Jairo Narciso da Silva, 64, por iniciativa própria, foi até a Delegacia e confessou que no ano de 1994, matou a esposa, Luzinete Leal Militão de 28 anos, por ciúmes, porque a mulher gostava de sair de noite. Na época, a mulher tinha um filho de 10 anos de um relacionamento anterior, e um segundo filho de 8 anos, fruto do casamento com o suspeito.

 

O idoso confessou ao delegado, Ugo Angelo Rech de Mendonça, que matou a mulher com uma barra de ferro, quando ela estava deitada em uma cama e depois finalizou asfixiando a vítima até sua morte completa.

 

Segundo ele, o corpo da mulher foi enterrado no banheiro da casa que estava em obra, junto com documentos pessoais e joias, para simular que ela havia fugido com um amante, argumento este que sustentou todos esses anos junto aos dois filhos.

 

Ainda em depoimento, o suspeito contou que certo tempo depois vendeu o imóvel para uma terceira pessoa. Esse comprador foi identificado e afirmou a Polícia Civil ter comprado a casa dele.

 

O delegado Ugo Angelo Rech de Mendonça, disse que foi representado junto ao Poder Judiciário por autorização judicial para escavar o local, visando encontrar os restos mortais da vítima, bem como outras provas que possam comprovar a materialidade dos fatos. 

 

A Polícia Civil também conseguiu encontrar nos arquivos da Delegacia de Sinop, um boletim de ocorrência feito a mão pelo suspeito, no dia 21 de outubro de 1994, narrando o desaparecimento da esposa. 

 

“A princípio a chance de localizar o corpo da vítima é bem alta. O suspeito disse que resolveu procurar a polícia, pois bateu arrependimento. Mesmo que o homicídio tenha prescrevido, o crime de ocultação de cadáver é permanente, fato esse que o suspeito poderá ser responsabilizado criminalmente”, destacou o delegado.

 

Os filhos adultos da vítima ficaram sabendo do caso nesta semana.

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Edição 207 Dezembro de 2019

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