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Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 17h:42
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POLÍTICA & PODER
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Cabo Gerson diz que mais de cem telefones foram grampeados ilegalmente em MT

Por: Redação

MidiaNews

 

O cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa presta depoimento nesta tarde ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele é réu na ação penal sobre o esquema de escutas telefônicas ilegais, que ficou conhecido como a “Grampolândia Pantaneira”. 

 

No depoimento, Gerson revelou que pelo menos 120 terminais telefônicos foram grampeados ilegalmente em Mato Grosso antes e durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), entre policiais e alvos políticos. Em janeiro de 2015 houve a inclusão de alvos importantes, como exemplo o assessor do ex-vice governador Carlos Fávaro e a inclusão de alguns médicos para apurar um suposto esquema no hospital de Alta Floresta.

 

Segundo ele, os arquivos jamais poderão ser recuperados, uma vez que os destruiu, jogando-os em um rio. Os únicos áudios, segundo ele, que não jogou fora foram os que foram entregues ao Paulo Taques. “Os números, o interesse maior no que tange à parte política era do senhor Pedro Taques. Com ressalva o número da senhora Janaína Gayva, que era interesse do Gaeco” diz.

 

Durante o depoimento, o cabo reforçou que os grampos foram financiados pelo ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, com anuência do ex-governador. Ele revelou que usou supostas ameaças contra a então juíza e hoje senadora Selma Arruda (PSL), para grampear de forma clandestina o ex-governador Silval Barbosa.

 

“No segundo semestre de 2015, chegou ao conhecimento da juíza Selma, titular da 7ª Vara, que havia uma ameaça contra sua vida. Diante da gravidade dos fatos, a juíza foi até o Gaeco”, disse.

 

A informação sobre as ameaças a ex-juíza foram reveladas ao promotor de Justiça Marco Aurélio, que mandou Gerson falar com a juíza sobre o fato.  Ele disse que a partir daí, criou um relatório “fantasioso” onde poderia justificar os grampos contra os autores da suposta ameaça.

 

“Eu fiz um relatório sobre os fatos. Minucioso, mas fantasioso, porque não guardavam relação com a verdade dos fatos. Lá eu cito diversas pessoas que se quer tem relação com o caso. Citei o ex-governador Silval Barbosa, seu irmão, entre outros nomes, que tiveram sua privacidade violada por um relatório fantasioso criado por mim e com subsídio do promotor Marco Aurélio”, afirmou.

 

Gerson ainda afirmou que o sistema de grampos “barriga de aluguel” é utilizado há muito tempo pelo Gaeco. “A barriga de aluguel não começou na PM, ela existe no Gaeco há muito tempo”.

 

Outra vítima dos grampos ilegais, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), foi grampeada, segundo Gerson, para se obter informações sobre o pai, o ex-deputado José Riva.  “O objetivo era saber se os fatos perpetrados pelo pai dela continuavam. Até porque, os servidores que eram do gabinete do pai permaneceram com a deputada Janaina Riva. A interceptação da deputada objetivava deflagrar a Operação Metástase”, afirmou.

 

 

 

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