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Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 13h:32
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ODEBRECHT

STF prorroga investigação contra Maggi por suposto recebimento de propina

Por: Redação

Blairo Maggi

 

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu o pedido da Polícia Federal (PF) e prorrogou o prazo para a conclusão da investigação contra o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), acerca de suposto recebimento de propina de R$ 12 milhões da Odebrecht. Os repasses foram feitos para a campanha de reeleição de Blairo ao Governo de Mato Grosso em 2006. A decisão é de sexta-feira (9).

O inquérito foi instaurado com base das declarações prestadas pelos colaboradores João Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto. Além de Maggi, também é investigado no inquérito o deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos – popular Zeca do PT.

Segundo os colaboradores, o pagamento de propina ocorreu no contexto das campanhas de reeleição de Blairo Maggi e José Orcírio ao cargo de governador de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, respectivamente, no ano de 2006. Eles relataram ter feito os repasses de dinheiro indevido por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Na lista de propina, Blairo Maggi era identificado como “Caldo”.

Afirmam, ainda, de acordo com a denúncia, que o Grupo Odebrecht detinha créditos em relação aos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, decorrentes de obras públicas realizadas anteriormente, os quais, embora reconhecidos administrativa ou judicialmente, não eram honrados em razão da incapacidade financeira dos citados entes federativos.

Esse cenário, segundo os delatores, motivou a formação de Comissão Especial que objetivava angariar repasses da União para fazer frente a esses créditos, sendo fundamental a atuação dos agentes públicos estaduais para acelerar os trabalhos da Comissão.

“Também quanto ao Estado do Mato Grosso, menciona-se que Éder de Moraes Dias, agente público estadual, teria solicitado pagamento de vantagem indevida a fim de propiciar o recebimento dos créditos em comento, valores que seriam repassados, a pretexto de contribuição eleitoral, em favor da campanha de reeleição do então governador do Estado do Mato Grosso Blairo Maggi. O solicitante, inclusive, teria mencionado que o pedido era de conhecimento do então governador, surgindo o repasse de R$ 12 milhões” diz trecho da denúncia do MPF.

 

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Edição 153 Outubro de 2018

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