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ECONOMIA Terça-feira, 01 de Novembro de 2016, 10:49 - A | A

Terça-feira, 01 de Novembro de 2016, 10h:49 - A | A

ECONOMIA BRASILEIRA

Produção da indústria volta a crescer em setembro, diz IBGE

G1,SP

 

 

A indústria brasileira voltou a dar algum sinal positivo em setembro. Na comparação com agosto, a produção do setor subiu 0,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O resultado levemente positivo veio depois de duas quedas seguidas. Em agosto, frente a julho, foi registrada baixa de 3,5% e em julho, na comparação com junho, houve retração de 0,1% - os números foram revisados.

 

Apesar do leve aumento, o IBGE lembra que a indústria ainda está 20,7% abaixo do nível recorde atingido em 2013. "Tem que relativizar o crescimento de 0,5%, porque ele se dá em cima de duas quedas seguidas, e uma delas expressiva", destacou o economista do IBGE André Macedo.

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Os resultados foram ligeiramente melhores do que as expectativas de alta de 0,4% na base mensal e de recuo de 5,2% sobre o ano anterior na mediana das projeções em pesquisa da agência Reuters.

 

De agosto para setembro, cresceu a produção de itens alimentícios (de -8% para 6,4%), indústrias extrativas (de -1,7% para 2,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (de -12% para 4,8%).

 

Macedo explicou que esses três ramos têm representatividade expressiva na pesquisa, de 35% do setor industrial. "Todas as justificativas à menor intensidade da produção industrial esse ano permanecem, como demanda enfraquecida,

mercado de trabalho demissionário, renda menor e preços ainda elevados", afirmou o economista. "Enquanto esses fatores permanecerem, vão provocar essa instalbilidade".

 

Por outro lado, recuaram as produções de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,7%), de produtos de minerais não-metálicos (-5,0%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,2%).

 

Os destaques positivos em setembro foram as altas de 1,2% de bens intermediários e de 1,9% de bens de consumo duráveis na comparação com agosto. Os ganhos, entretanto, foram insuficientes para recuperar as quedas vistas em agosto de 3,6% e 6,4%, respectivamente.

 

Por outro lado, bens de capital, uma medida de investimento, apresentou recuo de 5,1%, a terceira leitura negativa para a categoria.

 

Um ano atrás

 

Na comparação com setembro do ano passado, as maiores quedas partiram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,5%) e indústrias extrativas (-9,2%).

 

Em relação a setembro do ano passado, a atividade fabril recuou 4,8%. Ainda que o resultado tenha sido negativo, essa queda é a menor desde junho de 2015. No ano, de janeiro a setembro, a retração acumulada é de 7,8% e, em 12 meses, de 8,8%.

 

Em outubro, tanto as avaliações sobre a situação atual quanto sobre as perspectivas pioraram, e o Índice de Confiança da Indústria (ICI) brasileira recuou após alta no mês anterior, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Economistas consultados na pesquisa semanal Focus do Banco Central veem contração de 6% da produção industrial este ano, recuperando-se para expansão de 1,11% em 2017. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa é de retração de 3,30% em 2016 e crescimento de 1,21% em 2017.

 

Horas trabalhadas

 

Pesquisa também divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que as horas trabalhadas na produção registraram aumento de 1% em setembro, na comparação com agosto. Essa foi a primeira alta do indicador em quatro meses - período no qual as horas trabalhadas recuaram 6,7%.

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