O Peru declarou estado de emergência em sua fronteira com o Chile e anunciou que reforçará os controles alfandegários com o auxílio das Forças Armadas, em antecipação a um aumento no número de imigrantes ilegais, bem como para combater o crime, segundo um decreto aprovado pelo governo nesta sexta-feira.
A medida permanecerá em vigor por 60 dias e se aplicará aos distritos fronteiriços de Palca, Tacna e La Yarada-Los Palos, na região de Tacna (sul), em antecipação a um possível fluxo de migrantes que buscam deixar o Chile devido à possibilidade de vitória do candidato presidencial de extrema-direita José Antonio Kast, que prometeu expulsar imigrantes ilegais.
O estado de emergência também servirá "para combater o crime e outras situações de violência", afirmou o decreto. "A Polícia Nacional do Peru mantém o controle da ordem interna, com o apoio das Forças Armadas", acrescentou.
O Ministro do Interior peruano, Vicente Tiburcio, viajou até a fronteira em Tacna, onde declarou à rádio RPP que "o estado de emergência estará em vigor por 60 dias", a partir de 29 de novembro.
O ministro indicou que cinquenta soldados do Exército serão destacados "imediatamente" para o posto fronteiriço peruano de Santa Rosa. Ele complementou que outros 50 militares se juntarão a eles nos primeiros dias de dezembro.
A emissora de rádio peruana Radio Tacna transmitiu imagens, no início da manhã, de migrantes carregando crianças na rodovia próxima à passagem de fronteira.
Anteriormente, o Ministro da Segurança do Chile, Luis Cordero, afirmou que "houve uma concentração de migrantes que desejam deixar o país e encontraram dificuldades para entrar no Peru". O ministro chileno não especificou o número de migrantes reunidos no local.
O ultraconservador Kast, favorito para vencer o segundo turno das eleições chilenas em 14 de dezembro contra a esquerdista Jeannette Jara, promete expulsar os 330 mil imigrantes ilegais, em sua maioria venezuelanos, a quem culpa pela onda de insegurança.
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