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INTERNACIONAL Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016, 10:25 - A | A

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016, 10h:25 - A | A

RÚSSIA

Putin elogia Trump e diz que quer "relação construtiva" com os EUA

G1

REPRODUÇÃO

 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (23) que espera desenvolver "relações comerciais e construtivas" com os Estados Unidos sob o comando do presidente eleito, Donald Trump.

 

Em uma conferencia de imprensa que realiza anualmente, o líder russo elogiou o republicano ao afirmar que sente que os eleitores americanos estão satisfeitos com sua escolha para a Casa Branca. Ele também negou as acusações de que tenha agido para influenciar a eleição.

 

Para Putin, os democratas "deveriam se desculpar" com os eleitores por propagarem a informação de que hackers invadiram o sistema do Comitê Nacional do Partido Democrata a mando do governo russo. O presidente criticou a administração de Barack Obama por tentar mudar a culpa pela derrota de Hillary Clinton ao fazer alegações de interferência russa.

 

Força nuclear

 

Questionado sobre a promessa de Trump de fortalecer as forças nucleares dos EUA. ele afirmou não ver "nada de incomum" na estratégia. O presidente afirmou que as forças armadas da Rússia são mais fortes do que as de qualquer agressor em potencial, embora tenha admitido que os americanos são maiores militarmente.

 

"Eles têm mais mísseis, mais submarinos e mais porta-aviões, não estamos discutindo isso, mas somos simplesmente mais fortes do que qualquer agressor."

 

Economia

Durante a conferência, Putin afirmou ainda que o país está no caminho para a recuperação financeira. Segundo ele, a economia deve encolher entre 0,6 e 0,7% neste ano - um declínio bem menor em relação a 2015, quando a contração foi de 3,7%.

 

A Rússia está enfrentando uma profunda recessão gerada pelas sanções ocidentais e da forte queda nos preços do petróleo. Alguns setores, no entanto, registraram crescimento em 2016, afirmou o líder russo. As reservas de moeda do Banco Central também aumentaram, de acordo com ele, de US$ 368 bilhões para US$ 385 bilhões.

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