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Terça-Feira, 08 de Janeiro de 2019, 13h:00
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Ativista relata ameaça de morte após denunciar João de Deus

Por: R7

sobrinha

 

A ativista Sabrina Bittencourt, uma das principais responsáveis por ajudar mulheres vítimas de João de Deus e divulgar as denúncias de abuso, disse que está recebendo ameaças de Rodrigo Mello Oliveira, cunhado de Chico Lobo, administrador da Casa Dom Loyola, local em que o médium realizava os atendimentos.

 

Ao R7, Sabrina encaminhou o áudio que Oliveira enviou para ela por meio das redes sociais. “Sabrina, deixa eu te falar uma coisa: tudo o que você tiver que falar do médium João de Deus você tem que falar para ele e provar para ele na Justiça”, disse. “Agora, das famílias e das pessoas que moram na cidade, aqui ninguém é bandido, não. Você tem que ter respeito pelas pessoas”, continuou.

 

 

No áudio, Oliveira ainda acusa Sabrina de ofender a população que mora em Abadiânia. “Você é uma brasileira que não mora no Brasil. Você não vive aqui para vir e falar. Ofender as pessoas daqui é muito fácil, né? Você ‘tá’ achando que está protegida, né? Só que toda a sua família e tudo o que você tiver no Brasil você vai perder”, afirmou.

 

 

Oliveira, em entrevista ao R7, afirmou que "jamais a intenção" foi ameaçar. "Ela está difamando a minha família. A minha família vai entrar na Justiça contra ela pedindo danos morais, porque ela está afirmando que meu cunhado é estuprador. Então, ela está afirmando isso sem provas, nem conhece a gente. A gente é trabalhador, é pessoa de [boa] índole. Não é ameaça alguma", complementou.

 

Ele ainda disse que o "você vai perder tudo" enviado no áudio está relacionado com a indenização que vai pedir.

 

Áudios

Na mesma conversa, em resposta ao primeiro aúdio de Oliveira, Sabrina declarou que está colaborando com as pessoas que a procuram para pedir ajuda. “Isso é uma ameaça ou uma promessa? Eu não tenho nada no Brasil e ninguém da minha família. Somente estou dando voz às milhares de pessoas que foram mortas, enganadas, estupradas por João Teixeira e sua quadrilha. Todos vocês serão julgados conforme a lei”, escreveu ela.

“Eu só colaboro com pessoas sérias e que não deixarão mais 40 anos de impunidade! Não haverá uma nova geração de tráfico de crianças em Goiás nem que seja a última coisa que faça na vida”, declarou Sabrina.

 

A ativista também diz ter provas contra João de Deus. “Somos milhares de pessoas de olho no que vocês estão fazendo agora e sou imparável! Mesmo morta, mesmo que vocês mandem alguém me matar, tudo o que tenho de provas está nas mãos de gente honesta da polícia internacional, Polícia Federal e Ministério Público! Acabou pro lado de vocês. Aceitem e se entreguem que é melhor para todos.”

 

Oliveira mandou outro áudio para Sabrina após a resposta. “Quem não deve, não teme. Eu, na verdade, não temo nada porque estou no meu país. Não sou brasileiro para mudar pra outro país e pra falar da vida das pessoas de outro país e das pessoas que nem conhecem. Estou aqui e minha cara está aqui. Tá ok? Não preciso fugir pra outro país, não”, falou.

Ao R7, ele disse que entrou em contato com a ativista para ela "ponderar as palavras" e que não aguenta ver "a angústia" da família. "A cidade toda foi prejudicada, todo mundo perdeu o ganha-pão, e ainda, ouvir certo tipo de comentário sobre a família da gente, a gente sabe a índole da gente, todo mundo é trabalhador", afirmou.

 

Entenda o caso

João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, é acusado por diversas mulheres de abuso sexual durante os atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, interior de Goiás.

 

O Ministério Público denunciou o médium em 28 de dezembro por quatro crimes: dois por violação sexual mediante fraude e dois por estupro de vulnerável.

 

Durante as buscas nas casas de João de Deus, foram encontradas armas, esmeraldas e malas de dinheiros. A Justiça de Goiás concedeu habeas corpus pelo porte ilegal de arma. O médium, no entanto, continua preso por ser investigado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Para esses crimes, o habeas corpus foi negado.

 

O MP recebeu mais de 600 e-mails com denúncias contra o médium. As mulheres que denunciaram João de Deus têm idade entre 9 e 67 anos.

 

Até o momento, a Polícia Civil colheu depoimentos de 16 mulheres. O Ministério Público, porém, já ouviu mais de 100. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas do médium.

 

Na última quarta-feira (2), João de Deus passou mal e foi levado às pressas para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Na quinta-feira (3), teve alta e voltou para o Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), onde está preso.

 

O advogado criminalista Alberto Toron, que representa João de Deus, nega as acusações de abuso sexual contra o médium.

 

Nesta A Polícia Civil de Goiás apreendeu nesta sexta-feira (21) pedras preciosas e dinheiro em três endereços ligados a João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, acusado de cometer abuso sexual durante os atendimentos espirituais segunda-feira (7), as denúncias contra o médium voltaram a ser analisadas pelo TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás).

 

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Edição 170 Março de 2019

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