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Segunda-Feira, 23 de Dezembro de 2019, 11h:17
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Cooperação técnica entre Metamat e Funasa vai beneficiar mais de 60 mil famílias com perfuração de poços artesianos

Por: Valdemar Félix

Nathany Gomes/Notícia Max

 

A Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai perfurar cerca 500 poços artesianos, beneficiado aproximadamente 60 mil famílias nos 141 municípios do Estado. O termo de cooperação técnica foi assinado na manhã desta segunda-feira (23) pelo presidente da Metamat, Juliano Jorge, do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda e o superintendente da Funasa em MT, Francisco Holanildo Silva Lima.

 

Conforme Juliano Jorge, a Metamat hoje tem a melhor geologia do Estado, destacando que a demanda é gigantesca.

 

“Hoje são aproximadamente 60 mil famílias sem água no Estado. Para se ter idéia, nos assentamentos mais longes de Mato Grosso as pessoas vão buscar água de carreola, de moto, de trator, e isso conseguiremos sanear até o final do Governo Mauro Mendes”, afirma Juliano.

 

Para 2020, o presidente da Metamat diz que estará buscando a bancada federal para conseguir recurso para que as prefeituras não precisem investir na parte final que são as bombas e as caixas d’água, lembrando que há muitas prefeituras pobres que não têm condições de arcar com essa despesa.

 

Nathany Gomes/Notícia Max

cesar

 

O secretário César Miranda destacou o trabalho realizado pela Metamat, e que a cooperação técnica vai proporcionar um trabalho social na exploração e perfuração dos poços. Ele frisa que em um primeiro momento serão investidos R$ 10 milhões, mas que esse valor pode ser ampliado.

 

“Vários municípios já estão se cadastrando no site da Funasa em Brasília, e com a coordenação da Funasa e da Metamat vamos conseguir atender realmente onde mais se precisa, vamos levar água a quem realmente não tem”, frisou.

 

Miranda ainda frisou que a Metamat está tendo a capacidade de se reinventar, mostrando à sociedade mato-grossense que é uma empresa que já prestou grandes serviços e tem condições de prestar outros novos serviços à população de Mato Grosso.

 

Já o superintendente Francisco Silva diz que é missão da Funasa a perfuração de poços artesianos em áreas rurais e comunidades especiais como quilombolas, ressaltando que a parceria com a Metamat fortalece essa missão de buscar qualidade na perfuração, com o corpo técnico da Metamat.

 

“Nós temos um levantamento, tanto de parte da Funasa como da Metamat, das necessidades no Estado. O que estamos fazendo hoje é trabalhando essas demandas e qualificando, vendo quem realmente precisa para atacar esses pontos e começar por essas comunidades que realmente precisam e ter foco nisso”, disse o superintendente.

 

Nathany Gomes/Notícia Max

juliano

 

Juliano Jorge lembra que nenhum poço foi feito pelo Estado desde 2017, quando foi realizado um levantamento apontando a necessidade de construção de 172 poços que atenderia 42 mil famílias.

 

“A Funasa tem todo o equipamento, as perfuratrizes, e a Metamat tem técnicos incríveis, ou seja, foi um casamento perfeito”, frisou.

 

 O projeto, explica a engenheira civil Larice Vasconcelos, depende também da contrapartida das Prefeituras. A Funasa faz a parte da perfuração, a Metamat entra com a equipe técnica e as prefeituras têm a contrapartida da etapa útil.

 

“A etapa útil é que nos perfuramos e a prefeitura instala a bomba, instala o reservatório, faz a ligação domiciliar e o cercamento daquela área. Então muitas vezes a prefeitura tem a demanda, tem a solicitação, mas não tem a verba da contrapartida, então eles têm que se estruturar e há também uma série de documentações que as prefeituras têm que elaborar, tem que ter energia, a posse da terra, ter que ter o termo de doação do terreno porque ele se torna coletivo”, explica a engenheira.

 

Conforme  Larice, muitas prefeituras fazem a solicitação, mas não conseguem dar andamento ao projeto porque eles não têm idéia de como providenciar essas documentações.

 

“À medida que vamos agendando com os prefeitos, nós explicamos, fazemos toda a instrução para eles e qualquer dúvida ficamos nesse relacionamento”, pontuou, ressaltando que o termo de cooperação atinge os 141 municípios, mas são priorizados aqueles que já possuem a documentação pronta.

 

O propósito da Funasa com a Metamat, diz Larice, é justamente dar condições para que as comunidades beneficiadas se desenvolvam, com o desenvolvimento da agricultura familiar.

 

“Não adianta nada você assentar as famílias e elas não terem condições de desenvolver a terra deles porque não têm água na região. Estamos elaborando esse plano de trabalho para 2020, mas retornaremos para o campo em fevereiro. São duas equipes hoje que temos em campo e a previsão é de estarmos em campos na segunda quinzena de fevereiro”.

 

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Edição 215 Fevereiro de 2020

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