O mercado de fertilizantes iniciou 2026 com aumento de preços no Brasil, segundo relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) com base em dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). O levantamento aponta que a alta é resultado de fatores como oferta global reduzida, demanda internacional aquecida e tensões geopolíticas, cenário que pressiona os custos de produção no campo.
De acordo com a análise, “no início de 2026, o mercado de fertilizantes no Brasil registrou aumento de preços, reflexo de uma combinação de fatores como a oferta global reduzida, a forte demanda internacional e tensões geopolíticas”. O relatório também destaca que esse movimento “tem elevado os custos de produção no campo e afetado diretamente a rentabilidade dos produtores rurais, com expectativa de novos aumentos nos próximos meses”.
Entre os fertilizantes, o formulado 20-05-20 apresentou a maior variação em janeiro, com alta de 16,5%. O produto 20-00-00 registrou aumento de 11,4% no mesmo período, indicando pressão dos insumos na composição dos custos das atividades agrícolas.
O relatório também identificou variações no segmento de nutrição animal. Segundo o levantamento, “o sal mineral apresentou alta mensal de 7,3%”. Já o concentrado para engorda manteve estabilidade em relação ao mês anterior, mas acumula aumento superior a 40% no período de 12 meses.
Outras mudanças foram registradas em diferentes grupos de insumos agropecuários. No caso dos medicamentos veterinários, houve queda expressiva no preço da Ivermectina 1%, com redução anual de 60,6%. Em contrapartida, defensivos agrícolas apresentaram elevação significativa. Entre os herbicidas, o Glifosato registrou alta anual de 108,3%, enquanto a Hexazinona D avançou 81,1%. No grupo dos inseticidas, o Imidacloprid apresentou aumento anual de 134,6%.
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