O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou, neste sábado (3), a cerimônia pública de liberação das funcionalidades do Sistema de Gerenciamento da Totalização (SISTOT) e a emissão do Relatório Zerésima para o primeiro turno das Eleições 2026. O ato foi coordenado pela juíza federal e membro do TRE-MT Juliana Maria da Paixão Araújo, integrante da Comissão Apuradora das Eleições Gerais de 2026 (CAEG26), e contou com a presença do Ministério Público Eleitoral, autoridades e representantes da sociedade.
A cerimônia integra os procedimentos que antecedem a apuração e a totalização dos votos. A Zerésima é o relatório emitido antes do processamento dos resultados e comprova que, naquele momento, não existe nenhum voto registrado no sistema de totalização. Juliana explicou que o procedimento realizado no TRE-MT ocorre após a mesma etapa ser concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e antecede os atos que também serão realizados nas zonas eleitorais de Mato Grosso.
“Hoje realizamos, no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, a cerimônia de abertura das funcionalidades do Sistema de Gerenciamento da Totalização de votos. Essa solenidade ocorre após o TSE concluir o mesmo procedimento em Brasília. Encerrada a nossa cerimônia, os cartórios das zonas eleitorais também poderão fazer a abertura do sistema e emitir a Zerésima, comprovando que não há nenhum voto registrado”, explicou.
A magistrada ressaltou que o caráter público do procedimento permite que instituições fiscalizadoras e a própria sociedade acompanhem a preparação do sistema que será utilizado na totalização dos votos. “Foram convocados representantes dos partidos políticos, da OAB e do Ministério Público para acompanhar a solenidade, preservando a transparência do processo eleitoral e permitindo o acompanhamento da abertura do sistema. O relatório emitido demonstrou que não havia nenhum voto registrado”, afirmou Juliana.
Para o procurador regional eleitoral auxiliar para as Eleições 2026, Gabriel Infante Magalhães, “é extremamente importante essa cerimônia. Temos um dos melhores sistemas de votação do mundo. Essa integração entre Judiciário, Ministério Público, advocacia e partidos é muito importante para que tenhamos uma votação tranquila, sem intercorrências, e possamos exercer um dos direitos mais importantes, que é o voto direto, secreto, universal e periódico, mantendo a democracia sempre forte”, afirmou Gabriel Infante Magalhães.
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