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24 de Junho de 2024

CULTURA Quinta-feira, 13 de Maio de 2021, 09:43 - A | A

Quinta-feira, 13 de Maio de 2021, 09h:43 - A | A

ALDIR BLANC EM CUIABÁ

Cantora Deize Aguena grava primeiro clipe

Post em suas redes sociais deu origem à canção “Pra ser feliz”; além da gravação do single, Deize ganhou R$ 1 mil, ensaio de fotos e materiais de divulgação

Redação

Uma das presenças mais marcantes das rodas de samba de Cuiabá, a cantora Deize Águena convoca a plateia mato-grossense para conhecer sua nova música. “Pra ser feliz” já está disponível no Instagram (@deizeaguena) e em seu canal no YouTube. A gravação é resultado da premiação da cantora pela performance no 1º Prêmio Nega Mato Música, festival que foi contemplado pela Lei Aldir Blanc em Cuiabá, executado pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural de Cuiabá.

Deize foi a melhor pontuada pelo júri técnico do 1º Prêmio Nega Mato Música. Assim, além de gravar um single e vídeo com o produtor Rogê Além, ganhou R $1.000,00, sessão de fotos com o artista Rodolfo Luiz e ainda, materiais de divulgação do novo trabalho.

“Essa temporada foi permeada por um misto de sensações: essa alegria, mas também tristeza. Ainda me recupero da perda do meu amigo e de outras pessoas muito próximas e queridas. Confesso que foi um pouco difícil, mas essa música é também um desabafo. E hoje, tornou-se uma homenagem. Tinha de dar continuidade”.

A canção foi composta em parceria com os músicos Beron Carvalho e Danilo Ribeiro (in memoriam). “Infelizmente, Danilo não estará aqui para ver: foi vítima da covid. Vai ser uma homenagem para ele e todos os outros que foram levados por essa triste doença”, lamenta.

Além disso, a música tem uma história curiosa, pois nasceu de um post feito por Deize nas redes sociais. “Nós três somos amigos de longa data e durante a pandemia, de longe, nos comunicávamos bastante. No final do mês de julho de 2020 fiz um post em minhas redes e tão logo publicado, Beron me enviou uma mensagem e um print: ‘Veio uma inspiração, pega caneta e papel, achei seu texto maravilhoso e acho que dá uma música. Fiz uma contribuição, espero que goste’. Para arrematar, Danilo fez ajustes na letra e melodia”.

O grande parceiro de apresentações na noite cuiabana, Rusivel de Jesus, foi quem gravou o violão. “A presença harmônica de Julianne [idealizadora do projeto] foi um bálsamo no meio disso tudo, assim como a alegria revigorante da Zizele Ferreira, que prestou consultoria no figurino, marcado por referências afro-diaspóricas, nas vestimentas, acessórios e Raquel Netto, na maquiagem. Estive muito à vontade para realizar um mergulho profundo por minha ancestralidade. E a acolhida e direção de Rogê Além fez com que mais dobrasse a minha admiração por esse profissional. Foi um encontro de almas”.

O produtor diz que foi também um momento muito especial para ele. “Deize é uma mulher que traz na sua bagagem uma história muito bonita na música de Mato Grosso. Participar desse processo de criação foi uma verdadeira troca. Foi valoroso estar nesse lugar de dar suporte para essa grande intérprete do samba e choro, quando ela consolida a primeira gravação que a propósito, foi bastante orgânica, intuitiva e natural”.

Feliz com o resultado, ela ressalta que era um desejo antigo. À trajetória consolidada faltava ainda a imersão em estúdio. “Foi a primeira vez. E eu gostei. Agradeço à iniciativa de Julianne, que é uma produtora que pensa como artista”.

Múltiplas ações

A idealizadora do projeto, Julianne Moura criou um “edital dentro do edital” com o propósito de impulsionar a carreira de um músico ou musicista de Cuiabá. Além de Deize, centenas de pessoas foram alcançadas pelas ações do Nega.

Moura realizou entrevistas ao todo 12 entrevistas, com artistas, gestores culturais e representantes de entidades da economia criativa para o canal do Nega no YouTube onde eles discutiam sobre negócios da arte. Fez ainda, 11 vídeos informativos nos quais comentava desde o que era a Lei Aldir Blanc até como potenciais empreendedores criativos fazer para abrir o MEI ou alterá-lo.

Julianne atendeu ainda, uma série de pessoas interessadas em aprender mais sobre a elaboração de projetos para a produção cultural. Caso do artista Luciano Ribeiro Nunes.

“Fiz dois dias de oficina e ampliei minhas percepções. Os editais têm uma linguagem estética. Depois que a gente passa a encarar essa linguagem como um idioma, tudo flui mais simplificadamente. São muitos códigos e símbolos, características próprias a que temos de nos ater”.

Por sua vez, as portas também se abriram para a idealizadora do Nega. “Foi um impulso para mim, que atuo na área de gestão. Desafiei-me a agendar entrevistas, produzir vídeos, editá-los. Participei de todos os níveis e o saldo foram muitos convites para palestrar. Não vejo a hora de uma nova oportunidade para ampliar ainda mais as ações do Nega”.

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