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ECONOMIA Segunda-feira, 08 de Julho de 2024, 09:32 - A | A

Segunda-feira, 08 de Julho de 2024, 09h:32 - A | A

Novo marco

Pix bate novo recorde e supera 224 milhões de transações em um dia

R7

As transações via Pix bateram um novo recorde: foram 224,2 milhões de operações em um único dia. O número foi alcançado nessa sexta-feira (5), informou o Banco Central nesta segunda-feira (8). O recorde anterior, registrado em 7 de junho, era de 206,8 milhões de transações pelo sistema de pagamentos em tempo real.

“Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para a promoção da inclusão financeira, da inovação e da concorrência na prestação de serviços de pagamentos no Brasil”, diz o BC, em nota.

 

O Pix foi criado em dezembro de 2020 e, desde então, já soma mais de 160 milhões de usuários. Desse total, 150 milhões são de pessoas físicas e 14 milhões de empresas.

O sistema é o meio de pagamento mais popular no país pelo segundo ano seguido e encerrou 2023 com quase 42 bilhões de transações, um crescimento de 75% em relação ao ano anterior. As transações do Pix superaram as de cartão de crédito, débito, boleto, TED, DOC, cheques e TEC no Brasil, as quais, juntas, totalizaram 39,4 bilhões.

Pix automático

A partir de 28 de outubro deste ano, o Pix automático vai começar a valer, funcionando como débito automático. Na prática, a nova forma de pagamento será semelhante ao débito automático, que pode ser autorizado nas contas bancárias, com a diferença de que poderá ser feito por Pix.

Segundo o BC, a modalidade será a única novidade deste segundo semestre, conforme agenda evolutiva do Pix.

O Pix automático poderá ser usado para fazer pagamentos, como contas de água, luz, telefone, condomínio, escola, plano de saúde etc. A pessoa só precisa dar autorização prévia para o início das cobranças. Depois, os débitos serão feitos automaticamente.

A principal vantagem em relação ao débito automático, conforme a autoridade monetária, além da instantaneidade nas transações, será a não cobrança de tarifas, no caso de pessoas físicas. O Pix automático poderá alcançar uma quantidade maior de usuários, na comparação com o débito automático.

Para quem recebe o dinheiro — as empresas —, o BC afirma que o Pix automático tem o potencial de aumentar a eficiência, diminuir os custos dos procedimentos de cobrança e reduzir a inadimplência.

Diferenças entre o Pix automático e o débito automático

• O agendamento de contas, como as de luz, telefone, escola e condomínio, poderá ser feito pelo Pix.

• Não haverá cobrança de tarifas, no caso de pessoas físicas.

• A forma de pagamento poderá alcançar um número maior de usuários.

• As transações serão feitas de forma instantânea.

• Poderá aumentar a eficiência, diminuir custos dos procedimentos de cobrança e reduzir a inadimplência.

Como vai funcionar

Quem tem conta bancária e desejar aderir ao Pix automático precisará apenas informar à empresa (concessionária de energia ou administradora do condomínio, por exemplo) que quer adotar a nova modalidade. A empresa, por sua vez, deverá enviar a proposta do Pix automático ao cliente, via notificação. Estando de acordo, o cliente poderá aderir ao pagamento instantâneo.

O Pix automático será oferecido a pessoas físicas e jurídicas. No caso de pessoas físicas, a oferta da modalidade será obrigatória aos bancos e gratuita para os clientes. Já para as pessoas jurídicas, os bancos poderão escolher se desejam ou não disponibilizar esse tipo de pagamento para cada empresa.

Pix por aproximação

Já Pix por aproximação será lançado em fevereiro de 2025, como anunciado na última quinta-feira (4), com as novas regras para o sistema Open Finance.

“A partir do ecossistema do Open Finance, da simplificação da jornada de pagamento, vai ser possível a gente ter o Pix por aproximação”, disse o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso.

Segundo a instituição, as novas regras vão diminuir etapas nos pagamentos online e oferecerão o Pix nas carteiras digitais, as chamadas wallets.

As novas regras também ampliam o escopo de instituições que participam do Open Finance, passando a abranger instituições financeiras relevantes em segmentos, como, por exemplo, investimento e operações de câmbio.

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