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18 de Maio de 2024

ESPORTE Terça-feira, 23 de Agosto de 2016, 11:47 - A | A

Terça-feira, 23 de Agosto de 2016, 11h:47 - A | A

BOA PERFORMANCE

Como consumir alimentos durante exercícios longos sem desconfortos

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A utilização de nutrientes durante uma atividade física, principalmente as de longa duração, é um desafio que deve ser enfrentado com o conhecimento científico pertinente. Quando a questão for relativa às atividades de duração mais curta, não existe nenhuma necessidade de se consumir alimentos, ficando a preocupação de reposição restrita à hidratação e sais minerais.

 

Por outro lado, quando tratamos de atividades que ultrapassem duas horas ou mais, a necessidade de reposição de nutrientes, principalmente os carboidratos, passa a ser uma questão a ser considerada.

 

 

O grande problema de consumir nutrientes durante o exercício é a “competição” entre o tubo digestivo e os músculos pelo fluxo sanguíneo. Na atividade, a necessidade de aumentar o fluxo sanguíneo para os músculos, “rouba” o sangue do tubo digestivo, dificultando a digestão e afetando o esvaziamento do estômago.

 

A possibilidade de realmente podermos absorver nutrientes durante o exercício depende de dois fatores: a intensidade do exercício e o tipo de alimento ingerido. Quando o exercício é de intensidade muito elevada, a restrição do fluxo sanguíneo imposta ao tubo digestivo praticamente inviabiliza qualquer possibilidade de digestão de alimentos. É certo, entretanto, que atividades de intensidade muito elevada não terão duração muito longa, não necessitando da reposição de nutrientes.

 

A natureza do nutriente ingerido é fator fundamental. Nos exercícios de intensidade mais moderada que terão duração mais longa, como uma prova de maratona ou corridas de aventura, que duram várias horas, a situação é diferente. Passa a existir a necessidade de reposição de carboidratos, caso contrário a falta desse nutriente causará sérios problemas. A preocupação passa a ser adequar a concentração do carboidrato a ser ingerido.

 

Quando ingerimos o nutriente com concentração elevada, o esvaziamento do estômago é prejudicado, e além de não podermos utilizar o nutriente que fica parado no estômago, a possibilidade de desconforto gástrico é muito grande. A solução é sempre associar a ingestão de volumes fracionados com a ingestão de água, diluindo a concentração do alimento para facilitar o esvaziamento do estômago.

 

Com essa estratégia fica possível conciliar uma atividade física moderada e de longa duração com a absorção de nutrientes, evitando principalmente a hipoglicemia que inviabiliza a continuidade do exercício e compromete seriamente a sensação de conforto e a própria integridade física.

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