Cuiabá, 08 de Janeiro de 2026
Notícia Max
08 de Janeiro de 2026

ESPORTE Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026, 15:17 - A | A

Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026, 15h:17 - A | A

Arena Itaquera

MP pede que PF investigue gestora que administra estádio do Corinthians

R7

Ministério Público de São Paulo solicitou, nesta terça-feira (6), que a PF (Polícia Federal) instaure um inquérito para investigar a contratação da Reag —atualmente denominada Arandu Investimentos — para a gestão do Fundo da Arena Itaquera, responsável pela administração contábil do estádio do Corinthians.

O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.

O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena.

A gestora financeira tem por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.

A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do PCC (Primeiro Comando da Capital), o que a empresa nega.

Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio.

Assim, o promotor pede que a polícia apure as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação de contrato junto à Caixa.

“A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal”, diz trecho do ofício.

O promotor vê ainda a possibilidade dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional.

“Os fatos narrados são, em tese, graves e demonstram possível risco sistêmico financeiro. A investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário.”

 

CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo para receber as últimas do Noticia Max.

0 Comentários