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INTERNACIONAL Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026, 11:25 - A | A

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5 anos depois

Governo Trump lança site com sua versão sobre o ataque ao Capitólio

G1

O governo de Donald Trump lançou um site oficial que celebra o perdão dado aos envolvidos no ataque do Capitólio e reflete a versão republicana do evento que completou cinco anos nesta terça-feira (6).

➡️O presidente americano concedeu o perdão presidencial para cerca de 1.500 acusados pela invasão em 20 de janeiro de 2025, um de seus primeiros atos do segundo mandato.

O site aborda uma narrativa própria do governo de Trump sobre os acontecimentos de 6 de janeiro de 2021. Segundo o conteúdo divulgado, o objetivo é “corrigir um erro histórico”, ao retratar os detidos como “patriotas americanos” que teriam sido vítimas de um sistema de Justiça “instrumentalizado” pelo governo anterior.

No endereço hospedado no domínio oficial da Casa Branca, a administração republicana chama o ataque de 'protesto pacífico' e afirma que as eleições de 2020, que resultaram na presidência de Joe Biden, foram fraudadas.

Em uma linha do tempo, o conteúdo afirma que, na data da invasão, Trump pediu que seus apoiadores marchassem em direção ao Capitólio de forma pacífica.

"O presidente Trump discursou para centenas de milhares de apoiadores, apresentando o que chamou de evidências de fraude eleitoral e incentivando a multidão a marchar até o Capitólio para “fazer suas vozes serem ouvidas de forma pacífica e patriótica”. Ele enfatizou a necessidade de lutar pelo país com força e determinação, fazendo um apelo explícito por um protesto pacífico", diz o site.

Em outro momento, o conteúdo afirma que Trump foi às redes sociais pedir paz. "Ele promove de forma consistente a não violência, apesar dos ataques contra os participantes e do clima de fortes emoções", afirma o conteúdo sobre o dia.

Além disso, o site afirma que a ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi, é a principal responsável pelas falhas catastróficas de segurança ocorridas no Capitólio, alegando que ela ignorou avisos de inteligência e ofertas de tropas feitas pelo presidente Trump. Além disso, o portal acusa Pelosi de gastar cerca de US$ 20 milhões em um comitê partidário cujo propósito exclusivo seria fabricar uma narrativa de "insurreição" para impedir que Trump buscasse a reeleição.

O conteúdo também detalha que o comitê liderado por ela cometeu violações éticas graves, incluindo o treinamento de testemunhas e a deleção de mais de um terabyte de dados investigativos para ocultar evidências que a contradiziam. Por fim, as fontes sustentam que os eventos de 6 de janeiro não foram uma insurreição orquestrada, mas uma tragédia possibilitada pela politização da segurança sob o comando de Pelosi.

Relembre a invasão

 

No dia 6 de janeiro de 2021, apoiadores do ex-presidente Donald Trump atacaram o prédio do Capitólio, a sede do Congresso dos Estados Unidos em uma tentativa de mudar os resultados das eleições que foram vencidas por Joe Biden.

 

Parlamentares e jornalistas que estavam no Capitólio relataram tiros dentro do prédio do Congresso. Militares da Guarda Nacional foram acionados para reforçar a segurança do Capitólio.

Momentos antes da invasão ao Congresso, Trump disse que marcharia junto com os apoiadores ao Congresso. "Eu estarei com vocês. Vamos andar até o Capitólio e felicitar nossos bravos senadores e congressistas", disse no discurso em que rejeitou, mais uma vez, reconhecer o resultado da eleição. Ele, porém, não foi visto na marcha.

Só depois, Trump pediu que os extremistas deixassem o capitólio, em mensagem publicada nas redes sociais.

"Vocês têm que ir para casa. Precisamos ter paz, precisamos ter lei e ordem e precisamos respeitar nosso grande pessoal de lei e ordem. Não queremos ninguém ferido", afirmou na época.

Após, mais uma vez, o republicano publicar declarações infundadas de que as eleições foram alvo de fraude, o Twitter removeu as postagens e anunciou o bloqueio da conta de Trump por 12 horas.

Quatro pessoas morreram no dia, uma quinta no dia seguinte e cerca de 140 policiais foram feridos. Desde então, quatro policiais que atuaram no incidente morreram.

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