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INTERNACIONAL Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016, 10:42 - A | A

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016, 10h:42 - A | A

GUERRA NA SÍRIA

Mais de 10 mil civis fugiram dos bairros rebeldes de Aleppo em 24 horas

France Presse

Civis esperam do lado de fora de um centro de polícia para visitar parentes que precisaram deixar distritos no leste de Aleppo, na Síria (Foto: Omar Sanadiki/ Reuters)

Mais de 10 mil civis fugiram dos bairros rebeldes da zona leste de Aleppo para áreas sob controle do governo nas últimas 24 horas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Quase 150 mil civis fugiram dos bairros rebeldes desde 15 de novembro, dia em que o exército sírio iniciou uma grande ofensiva para reconquistar a totalidade de Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, indicou o OSDH.

 

Em alguns bairros ainda sob controle dos insurgentes não há mais civis, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

 

Na madrugada desta segunda-feira (12), o exército sírio se apoderou após duras batalhas do distrito de Sheikh Saeed, o principal distrito da cidade. A retomada de território ocorreu após o Estado

 

Islâmico voltar a tomar no domingo (11) a antiga cidade de Palmira, após a retirada das tropas do exército sírio.

 

O regime sírio domina agora mais de 90% do que era a zona rebelde de Aleppo desde a divisão da cidade em 2012.

 

Aleppo se transformou em uma das principais frentes da guerra civil síria, na qual já morreram mais de 300 mil pessoas.

 

O conflito provocou em cinco anos o deslocamento, interno ou para o exterior, de metade da população do país.

 

Estado Islâmico toma Palmira

 

Na primeira admissão oficial do governo de que Palmira havia sido retomada pelos militantes, o governador da província síria de Homs Talal Barazi, afirmou à TV Ikhbariyah que o exército se retirou da cidade diante do avanço dos combatentes do EI.

 

A retomada de Palmira pelos extremistas já tinha sido divulgada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). "Apesar dos ataques aéreos, o Estado Islâmico reconquistou toda a cidade de Palmira depois que o exército [sírio] se retirou do sul da cidade", informou Rami Abdel Rahman, diretor da ONG.

 

Ao menos 120 integrantes das forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad morreram nos combates, acrescentou a ONG baseada em Londres.

A agência de notícias Amaq, do grupo radical, também havia divulgado a retomada total do controle da cidade.

 

Os radicais começaram as ofensivas contra Palmira na quinta-feira. Na manhã deste domingo, o grupo chegou a se retirar do local em função de violentos bombardeios da aviação russa que mataram diversos extremistas (a Rússia é aliada do governo sírio). Mas retomou o controle da cidade histórica mais tarde.

 

O Estado Islâmico tinha tomado o controle de Palmira em maio de 2015 e foi expulso pelo regime em março passado, com a ajuda da Rússia. Nos últimos dias, porém, o grupo radical retomou as ofensivas contra a cidade.

 

Durante a ocupação da chamada "pérola" do deserto sírio, o grupo extremista destruiu vários artefatos históricos.

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