O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta terça-feira (3) que o país "não está onde gostaria" em relação à quantidade de armamento de ponta que possui. Contudo, segundo Trump, os EUA têm estoques "praticamente ilimitados" de armamentos de médio e médio-alto alcance.
"Como me foi dito hoje, temos um suprimento praticamente ilimitado dessas armas. Guerras podem ser travadas 'para sempre' e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos (que são melhores do que as melhores armas de outros países!)", afirmou em publicação na Truth Social.
Ainda de acordo com o republicano, o baixo estoque de armamentos de ponta se dá pelas doações feitas pelo ex-presidente Joe Biden ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
"O sonolento Joe Biden gastou todo o seu tempo e o dinheiro do nosso país dando tudo para P.T. Barnum (Zelensky!) da Ucrânia — centenas de bilhões de dólares em armamento — e, embora tenha doado grande parte do armamento de ponta (de graça!), não se preocupou em repô-lo", afirmou.
P. T. Barnum foi um empresário americano criador do circo moderno. Conhecido como "príncipe das falcatruas", Barnum é representado no famoso filme "O Rei do Show (2017)", em que o personagem que leva seu nome é criticado por enganar o público.
'Nossa última e melhor chance'
Na segunda-feira (2), Trump defendeu sua ofensiva no Irã e disse que os ataques eram a "última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano" e que o conflito deve durar "quatro ou cinco semanas, ou mais".
Trump afirmou ainda que seu objetivo é destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as "ambições nucleares" do país do Oriente Médio e o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas.
O norte-americano indicou não estar disposto a voltar a dialogar com Teerã — EUA e Irã vinham travando negociações para assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares.
"Não dá lidar com essas pessoas", discursou Trump durante uma cerimônia na segunda para a concessão de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, na Casa Branca.
Até esta terça, seis militares tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas norte-americanas.
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