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POLÍTICA & PODER Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 10:47 - A | A

Quinta-feira, 23 de Junho de 2016, 10h:47 - A | A

OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

Ex-presidente e secretário da AL depõem sobre desvio na AL

Da Redação

Reprodução

 

O ex-deputado estadual José Riva e o secretário legislativo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Odenil Rodrigues de Almeida, deporão na tarde desta quinta-feira (23) à juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, A expectativa é que o ex-parlamentar termine sua confissão e faça novas revelações sobre a 'Operação Ventriloquo', que investiga uma fraude de R$ 9,5 milhões na Assembleia.

Odenil surgiu nas investigações em maio deste ano, quando prestou depoimento aos promotores do Gaeco. Ele revelou que cedeu sua conta bancária para receber transferência de R$ 50 mil, que posteriormente teriam sido repassados ao ex-procurador-geral da Assembleia, Anderson Flávio Godoi. 

Ao Gaeco, Odenil contou que foi o ex-secretário geral da Assembleia e réu no processo, Luiz Márcio Bastos Pommott, quem fez o pedido para que Odenil emprestasse sua conta e ele aceitou por medo de perder o emprego.

Caso o servidor da Assembleia mantenha sua versão à juíza, Luiz Márcio Pommot deverá ser chamado para depor sobre as acusações. A tendência é de que ele negue ter orientado os repasses ao ex-procurador.

O depoimento de Riva também é muito aguardado. Na última audiência do caso, Riva confessou ter participado do esquema que, segundo ele, teria sido arquitetado pelo deputado Romoaldo Junior (PMDB).  Riva também citou em seu último depoimento, os nomes do deputado Mauro Savi (PR), que junto com Romoaldo seriam os líderes do esquema de desvio, além da ex-deputada estadual Lucine Bezerra (PSB). Todos negaram as acusações.

O ex-deputado está em liberdade desde o dia 8 de abril, após permanecer por 185 dias preso em decorrência da Operação Metástase. Após liberado, ele retirou a tornozeleira no dia 18 do mesmo mês. O desembargador Juvenal Pereira da Silva levou em conta o entendimento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que apontou que Riva já “está afastado do exercício de qualquer atividade pública o que afasta as possibilidade de reiteração criminosa. A única medida cautelar que resta ao ex-parlamentar é a proibição de acesso às dependências da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde, em tese, os crimes foram cometidos.  

 

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