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POLÍTICA & PODER Segunda-feira, 13 de Junho de 2016, 18:17 - A | A

Segunda-feira, 13 de Junho de 2016, 18h:17 - A | A

RGA

Servidores em greve fazem 'apitaço' na Sefaz

Gazeta Digital

Para pressionar o Governo e manter a agenda política da greve estadual, servidores do Estado, que reivindicam a Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28%, fizeram um protesto no início da tarde desta segunda-feira (13), na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

 

Os servidores chegaram a entrar na Sefaz, fazendo um "apitaço" e cantando, em coro, que o ato é contra o "calote".

 

Em seguida seguiram em passeata até a Secretaria de Estado de Gestão (Seges), onde está o acampamento dos grevistas, para repetirem o "apitaço".

 

Essas duas secretarias estão negociando com os sindicalistas desde 31 de maio e por isso têm sido foco dos manifestantes.

 

Das 32 carreiras estaduais articuladas no Fórum Sindical, duas não entraram na greve, desde o início, e 29 estão de braços cruzados. Os servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) voltaram ao trabalho, pressionados pelo Judiciário, que julgou ilegal a participação deles. Os delegados, que chegaram a suspender a greve por uma semana, na última sexta-feira (10), votaram pelo retorno à paralisação por tempo indeterminado.

 

Nesta segunda-feira, as categorias vão se reunir, individualmente, para analisar a última proposta feita pelo governo na última sexta-feira (10). Mas, de acordo com uma das lideranças do Fórum Sindical, Oscarlino Alves, que é presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma), mediante esta nova proposta, não há chances de esvaziamento da greve, porque, em reunião prévia com lideranças sindicais, "ficou claro que ninguém vai acatar esta proposta".

 

“O governador Pedro Taques (PSDB) está de birra, por isso não paga a RGA integral, porque não há crise financeira em Mato Grosso", reclama Oscarlino.

 

Taques e sua equipe econômica afirmam que estão no limite fiscal orçamentário e que não poderiam contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). E que essas propostas seriam um esforço no sentido de evitar perdas para o Estado, com a paralisação dos serviços públicos.

 

Neste jogo de forças, o sindicalista Oscarlino destaca que inicialmente o Governo falava em "zero por cento" para os servidores e, com a pressão da greve, na opinião dele, “as propostas estão melhorando”, ao menos sensivelmente.

 

 

 

Primeira proposta

 

Foi feita pela equipe de Taques dia 30 de maio na intenção de travar a greve.

A oferta era de de 5% dos 11,28% da recomposição salarial da inflação de 2015. A primeira parcela, de 2%, seria em setembro e os outros 3% em janeiro de 2017.

 

 

 

Segunda proposta

 

Foi feita pelo Governo dia 2 de maio.

A intenção seria pagar 6% dos 11,28% da recomposição salarial da inflação de 2015. Sendo 2% em setembro, e 2% em janeiro de 2017 e os outros 2% em março. Os servidores aceitaram os parcelamentos mas desde que fossem para este ano ainda.

 

 

 

Terceira proposta

 

Foi feita na última sexta-feira (10).

Agora o Governo oferece 6%, mas, dependendo da receita, pode chegar a 11,28%, deixando o restante do reajuste em aberto.

 

 

 

Próximo ato

 

Os servidores estão organizando um ato, segundo eles de grande porte, para esta terça-feira (14) às 14 horas em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Há a previsão da vinda de grevistas do interior, para fortalecerem o ato. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), por exemplo, estaria trazendo 80 ônibus lotados.

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