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Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 09h:06
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ECONOMIA
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Mercado da carne nobre de Cuiabá espera incremento de 12% nas vendas

Por: Rayane Alves

Nathany Gomes/Notícia Max

 

Os consumidores brasileiros estão ficando cada vez mais exigentes quando o assunto é carne. Em Cuiabá, a estimativa também não tem apresentado diferença mesmo diante da última crise econômica, que foi instalada com a alta do preço da arroba do boi gordo que hoje gira em torno dos R$ 200.

 

O fato é, que tanto os cuiabanos, como os brasileiros de modo geral não têm deixado de buscar cortes cárneos com qualidade e características superiores. Por isso, o empresário Jean Clini, idealizador do projeto Urus Steakhouse espera um aumento nas vendas de ao menos 12%, neste ano na Capital.

 

O primeiro motivo, segundo Jean, é que o mercado de carnes nobres não para de crescer e estima-se que o tamanho deste setor seja de mais de 200 mil toneladas/ ano.

 

E, por fim, o crescimento das exportações do produto para o mercado chinês, os mercados clandestinos não superaram os fatores de pressão sobre a inflação dos produtos e precisaram “baixar” as portas. 

 

“Essa alta da carne para um leigo é bom explicar. As nossas carnes, por exemplo, algumas até baixaram o preço mesmo com alta, porque o mercado de carne premium ele já tem um preço diferenciado em relação ao preço de mercado. Isso para a gente foi benéfico porque a nossa carne ela tem procedência e as carnes que tem procedência elas não alteraram de preço. Inclusive, algumas até diminuíram do valor padrão que é estabelecido nesse mercado”, disse.

 

Nathany Gomes/Notícia Max

carne

 

Conforme Jean, a oscilação do preço da carne de um mercado, para supermercado e até mesmo os açougues de bairro é porque com o surgimento do mercado clandestino, a população acostumou a comprar o quilo da carne equivalente ao quilo do tomate.

 

E, hoje, com as exigências do mercado, os consumidores não podem mais comprar um vegetal que demora entre três ou nove meses para ser colhido e comprar um quilo de carne que demora anos para ser abatido. 

 

“A alta que a população ficou sabendo é boa porque limitou aos mercados clandestinos. Eles não têm mais acesso a essa carne porque hoje a demanda de carne no mercado com registro profissional por conta dessa abertura do Brasil ao mercado exterior, é muito maior com a exportação da carne. Sem contar, que antes também o consumidor não tinha qualidade do produto ou até mesmo produção que conseguisse atender a demanda interna do mercado que era muito menor”, observou. 

 

Dentre as carnes que apresentaram redução no mercado nobre estão: filé mignon, chorizo, ancho e principalmente as carnes de osso. Antes, o quilo girava em torno de R$ 90 e, agora está entre R$ 70 e R$ 75.

 

Já a que sofreu maior aumento está o patinho, por exemplo, já que o preço de entrada sempre alterava porque o produto era inserido nos açougues regionais de baixa qualidade e acabava por fim interferindo em todo o mercado.

 

“As pessoas até preferiam receber prejuízo nessas carnes para tentar ganhar na carne premium. Por isso, que diversos açougues não aguentaram e precisaram fechar”, afirmou. 

 

Surpresa

O mercado de carnes especiais em 2019 foi até mesmo surpreendido. As pesquisas de mercado também já demonstravam o potencial da região e que o projeto da Urus iria atender todas as expectativas.

 

Foram 12 anos de planejamento até Jean chegar ao formato que desejava, e começar a construir a empresa. O diferencial está na raça bovina exclusiva, a ‘Taurino Tropical’, melhoramento genético da raça Caracu, uma raça 100% brasileira, desde 1987.

 

“Como é um projeto de 12 anos foi tudo muito bem pensado. A gente até os cinco meses antes da inauguração nós fizemos a perspectiva de 2019 e lançamos a programação de mídia em cima do que gostaríamos e conseguimos atender um público grande logo na nossa entrada. Foi um sucesso”, comemorou. 

 

Funcionamento 

A Urus funciona no prédio do Shopping Três Américas. O espaço agrega um açougue (Butcher Shop) e também um restaurante acoplado. Toda a estrutura é inovadora e a ideia é que o projeto se torne uma rede e siga para outras cidades do Brasil.

 

Os horários de atendimento são um pouco diferenciados do shopping. O açougue funciona nos horários convencionais de shopping, das 10h às 22h. Porém, o restaurante abre tanto no almoço das 11h30 às 15h30, como no jantar das 19h30 até as 23h30, isso apenas de segunda-feira a quinta-feira. Já de sexta-feira a sábado, o horário do jantar será das 19h30 até a 0h.

 

Produtos

O local agrega todos os tipos de carne. Desde carnes iniciais como patinho, coxão mole e ossobuco, além de carnes de parrilla.

Porém, a carne comprada na empresa não é igual de commodities normais. O gado foi desenvolvido exatamente para esse projeto. Ele demorou 32 anos para chegar à qualidade que Jean gostaria.

 

“Não é a toa que somos considerados  a melhor carne do Brasil. Praticamos e replicamos um manejo que existe na Europa e é considerada a melhor carne do mundo. Mas, no Brasil é novidade, o cliente não encontrar o mesmo produto em São Paulo e muito menos no Rio de Janeiro. Nosso processo de criação, é completamente diferente. A gente prima pela saúde tanto do animal quanto dos nossos clientes que vão obter o produto com uma qualidade nutricional muito acima da média”. 

 

Segundo Jean, uma carne normal de mercado ela tem uma proteína de baixa qualidade, pois o gado fica menos de quatro meses no pasto e já vai para o confinamento. Após isso, ele fica mais um ano e meio e já é abatido.

 

“O nosso gado hoje a gente tem um média de seis anos de pasto. Então a gente faz todo o ciclo de vida animal, e nisso ele passa por vários processos diferentes ao longo da vida. Nós também desenvolvemos uma ração específica para sair o gosto da carne que a gente queria. Então, é uma carne que ela não vai ter apenas a proteína da carne vermelha, como ela vai ter também valores nutricionais muito acima do mercado, como os oito aminoácidos, L-carnitina, beta-caroteno, ômega 3, 12 minerais essenciais, antioxidantes, entre outros. E, detalhe, não é injetado nenhum hormônio”, informou.

 

Preço

Jean garante que o consumidor terá o preço equivalente a qualquer supermercado. 

 

“O que a gente está tentando é mostrar para o consumidor e o produtor que ele pode sim produzir carne de qualidade e ser competitivo no mercado, porque hoje a população está muito acostumada a comer o gado de confinamento. E, nosso próximo passo é quebrar o tabu de que nossa carne é cara. A população pode sim consumir algo de qualidade, com conforto e comodidade de um shopping, em um ambiente limpo, sem cheiro de açougue e ao mesmo estar pagando mesmo preço do bairro”, finalizou. 

 

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Edição 215 Fevereiro de 2020

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