O mercado de milho segue marcado por baixa liquidez e negociações pontuais nos principais estados produtores do Sul e Centro-Oeste. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que o ambiente permanece pressionado, com compradores atuando de forma cautelosa e vendedores ajustando pedidas diante do avanço da colheita.
No Rio Grande do Sul, a colheita da safra 25/26 alcança cerca de 60% da área, segundo a Emater, com produtividades próximas das projeções iniciais, embora haja perdas em áreas afetadas por restrição hídrica. O preço médio estadual recuou 0,97% na semana, para R$ 58,24 por saca, enquanto as referências variam entre R$ 56,00 e R$ 64,00. Há desempenho heterogêneo entre regiões, com perdas superiores a 40% em municípios da Fronteira Oeste e médias que chegam a 12 mil quilos por hectare sob irrigação em São Gabriel. A colheita de milho para silagem atinge 65% da área estimada em 366.067 hectares.
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pelo desalinhamento entre pedidas próximas de R$ 75,00 por saca e ofertas ao redor de R$ 65,00. A retenção de estoques pelos produtores e a atuação pontual das indústrias mantêm o compasso de espera.
No Paraná, as indicações de venda giram em torno de R$ 70,00, enquanto compradores ofertam cerca de R$ 60,00 CIF. A colheita da primeira safra atinge 42% e o plantio da segunda chega a 45%. A produção total pode alcançar 21,1 milhões de toneladas, conforme o Deral.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 53,00 e R$ 56,00 por saca, com leve recuperação após quedas mais intensas. A demanda da bioenergia ajuda a absorver parte da oferta, mas o mercado segue com baixa fluidez.
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