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AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 04 de Julho de 2016, 09:50 - A | A

Segunda-feira, 04 de Julho de 2016, 09h:50 - A | A

SAFRA 2016/17

Bancos começam a liberar recursos para produção agrícola

GD

REPRODUÇÃO

 

 

As instituições financeiras começaram a liberar recursos para a produção agrícola da safra 2016/2017 na sexta-feira (1º). As operações de crédito contemplam recursos para custeio, investimento e comercializa- ção. Nessa “toada”, a Central Sicredi Centro Norte -que envolve Mato Grosso, Pará e Rondônia - prevê a aplicação de R$ 1,7 bilhão em recursos controlados até o fim deste ano, sendo a maior parte para o custeio. No país, a meta da cooperativa é liberar R$ 10,6 bilhões neste ciclo, ante R$ 8,5 bilhões na anterior.

 

“No custeio esperamos superar em 30% as operações do ano passado, que totalizaram R$ 1,2 bilhão”, diz o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof. Para investimento, no último exercício foram liberados R$ 800 milhões. Para 2016, a estimativa é repetir a cifra. Spenthof admite que inicialmente as expectativas eram menos otimistas. “Os depósitos dos bancos caíram muito com a crise e a previsão para o crédito rural também diminuiu bastante. Mas surgiram outros mecanismos, como a equalização de recursos pelo pró- prio governo para o atual a n o - s a f r a . Então, pode acabar sendo bem melhor que o previsto”.

 

Como observa o CEO do Sicredi Brasil, Edson Nassar, Mato Grosso lidera a demanda por recursos para o agronegócio e os estados do Sul a procura pelo cré- dito para a agricultura familiar. “Estamos com um Plano Safra recorde de R$ 10,6 bilhões, mas se olharmos a extensão territorial de Mato Grosso, a capacidade da agroindústria, haveria espaço para (os produtores emprestarem) outros R$ 10 bilhões”.

 

Crédito oficial

Para as operações de custeio, comercialização e investimento, o governo federal garante R$ 185 bilhões a safra 2016/2017. Em maio, o governo anunciou R$ 202 bilhões para o atual Plano Agrícola e Pecuário (PAP). Contudo, houve reflexo no montante inicial por causa do redimensionamento da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que terá em torno de R$ 10 bilhões sob taxa controlada de 12,75% ao ano, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, é positiva a expectativa para esta nova safra. “O Brasil vai colher mais de 200 milhões de toneladas de grãos. As cotações no mercado internacional estão aquecidas, há previsão de preços remuneradores e os recursos programados são significativos”.

 

Para as operações de custeio e comercialização com juros controlados estão disponibilizados R$ 115,6 bilhões, a juros variá- veis de 9,5% a 12,75% ao ano.

 

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