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03 de Fevereiro de 2026

AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 10:27 - A | A

Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 10h:27 - A | A

mercado sem reação

Colheita e impasses mantêm ritmo lento no milho

Agrolink

O mercado de milho nos estados do Sul e Centro-Oeste segue marcado por baixa fluidez, pressão de oferta e impasses entre compradores e vendedores, em um ambiente de negociações pontuais no mercado spot. Segundo informações da TF Agroeconômica, o avanço da colheita e o desalinhamento entre pedidas e ofertas continuam condicionando o ritmo lento dos negócios nas principais praças acompanhadas.

No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita ampliou a disponibilidade do cereal e manteve os compradores cautelosos, resultando em referências bastante abertas. As indicações variam de R$ 58,00 a R$ 75,00 por saca no mercado spot, com negociações concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias. O aumento da oferta e a ausência de uma demanda mais ativa se refletiram no preço médio estadual apurado pela Emater, que recuou 2,28% na semana, passando de R$ 61,40 para R$ 60,00 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado permanece sem reação neste início de 2026, sustentado por um forte desalinhamento entre as pedidas dos produtores e as ofertas das indústrias. As indicações de venda seguem próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto os compradores permanecem ao redor de R$ 70,00, mantendo o impasse e a liquidez bastante limitada. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, sem alteração relevante no comportamento regional.

No Paraná, o cenário é semelhante, com ritmo lento e negociações pontuais. As pedidas dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00 por saca, enquanto as ofertas das indústrias giram em torno de R$ 70,00 CIF, prolongando o descompasso entre oferta e demanda e mantendo a liquidez baixa no mercado spot.

Já em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada segue pressionando as cotações, mesmo com o suporte do setor energético. Os preços passaram a trabalhar entre R$ 54,00 e R$ 56,00 por saca, com Maracaju concentrando a maior desvalorização do período e Chapadão do Sul registrando ajustes mais contidos, evidenciando diferenças regionais na intensidade da pressão, sem avanço relevante da liquidez.
 

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