O mercado da soja encerrou a sessão desta quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento sustentado por expectativas externas e por ajustes técnicos, apesar de dados oficiais de exportação considerados fracos. Segundo análise da TF Agroeconômica, o avanço das cotações esteve associado ao chamado “efeito Trump”, que influenciou a percepção dos investidores sobre a demanda chinesa.
O contrato da soja com vencimento em março fechou com valorização de 1,83%, a US$ 11,12 por bushel, enquanto o contrato de maio avançou 1,92%, encerrando o dia a US$ 11,26 por bushel. No complexo, o farelo de soja para março acompanhou o movimento positivo, com alta de 2,36%, cotado a US$ 303,2 por tonelada curta. Em sentido oposto, o óleo de soja apresentou leve recuo de 0,02%, fechando a US$ 55,7 por libra-peso.
A alta foi impulsionada principalmente pela crença do mercado de que a China poderá ampliar suas compras do grão norte-americano para até 20 milhões de toneladas, conforme sinalizações atribuídas ao ex-presidente dos Estados Unidos. Esse cenário elevou o apetite dos investidores, mesmo diante dos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que apontaram as menores vendas semanais de soja do atual ano comercial.
A expectativa de maior exportação também refletiu no mercado de farelo, com a avaliação de que uma redução na disponibilidade de grãos para o esmagamento interno possa sustentar os preços. Na América do Sul, o quadro apresentou fatores mistos. A associação de exportadores elevou a estimativa de embarques de soja brasileira em fevereiro, enquanto na Argentina houve deterioração das lavouras, com a parcela classificada como boa ou excelente recuando de 47% para 40%, em razão do déficit hídrico.
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