Cuiabá, 06 de Fevereiro de 2026
Notícia Max
06 de Fevereiro de 2026

ECONOMIA Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 07:52 - A | A

Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026, 07h:52 - A | A

Produto Interno Bruto

Fazenda estima crescimento de 2,3% para o PIB em 2026 e nova queda da inflação

Números constam no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado nesta sexta-feira. Governo deixou de acreditar em desaceleração do PIB neste ano

G1

O Ministério da Fazenda não acredita mais em desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano, apesar dos juros altos — a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos.

A informação consta no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica da pasta, que traz projeções para indicadores econômicos.

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, cujo resultado oficial ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passou de 2,2%, em novembro do ano passado, para 2,3% no documento divulgado nesta sexta. O mercado financeiro projeta uma alta de 2,27% para 2025.

Se confirmado, esse resultado, haverá uma forte desaceleração da economia, que apresentou crescimento de 3,4% em 2024.
Também será a menor taxa de crescimento desde 2020, em meio à pandemia da Covid-19, quando houve uma retração de 3,3% no Produto Interno Bruto.

O Ministério da Fazenda também revisou de 2,4% para 2,3% sua expectativa de crescimento da economia em 2026, ano marcado por eleições presidenciais.

Com isso, prevê estabilidade no ritmo de expansão da economia de 2025 para 2026, ao contrário do mercado financeiro — que projeta uma alta menor para o PIB deste ano: de 1,80%.

"Por setor produtivo, espera-se desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços", diz a Secretaria de Política Econômica, no Boletim Macrofiscal.

Queda da inflação
O governo também projeta uma nova queda da inflação neste ano. A expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, recue para 3,6% (a mesma projeção de novembro do ano passado).

Em 2025, a inflação somou 4,26%.

O mercado financeiro também estima queda da inflação neste ano, mas para 3,99%.

"A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária [alta de juros]", informou o Ministério da Fazenda.

CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo para receber as últimas do Noticia Max.

0 Comentários