Fortaleza vem se consolidando como referência nacional na busca por soluções estruturais para enfrentar a escassez hídrica, em um contexto marcado por longos períodos de estiagem e pressão crescente sobre os sistemas tradicionais de abastecimento. As informações são de Tiago Henrique Bona, Executivo de Tecnologia, ao detalhar o avanço do projeto da maior usina de dessalinização do Brasil, a Dessal do Ceará, implantada na capital cearense.
Os primeiros estudos do empreendimento ocorreram entre 2015 e 2019, quando foram avaliados aspectos técnicos, ambientais e operacionais da iniciativa. A estruturação formal do projeto foi concluída em julho de 2021, por meio de uma parceria público-privada, que definiu o modelo de implantação e a viabilidade do sistema. A usina foi planejada para operar com tecnologia de osmose reversa, capaz de transformar aproximadamente 86 milhões de litros de água salgada do mar em água potável por dia, volume destinado a reforçar o abastecimento de Fortaleza e da região metropolitana.
Em setembro de 2025, o projeto obteve a Licença de Instalação ambiental, etapa decisiva que autorizou o avanço para a fase de implantação. Com a liberação, o cronograma passou a prever o início das obras em 2026, após a conclusão de trâmites administrativos e a obtenção das autorizações municipais necessárias. A construção deverá ocorrer de forma gradual, envolvendo estruturas marítimas, adutoras e a planta industrial em terra.
A previsão é que a usina entre em operação entre 2027 e 2028, contribuindo para reduzir a dependência de açudes e reservatórios vulneráveis às secas prolongadas. O projeto segue critérios ambientais rigorosos, com monitoramento e controle do descarte da salmoura, e é visto como um modelo capaz de inspirar outras cidades costeiras brasileiras a adotar soluções semelhantes diante da crise hídrica.
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