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AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 09 de Março de 2026, 09:19 - A | A

Segunda-feira, 09 de Março de 2026, 09h:19 - A | A

subiu 29%

Petróleo sobe mais de 20% após tensão no Oriente Médio; conflito preocupa mercados

Agrolink

Os contratos futuros do petróleo bruto WTI registraram forte alta nesta segunda-feira (9) após interrupções no fluxo de produção e transporte na região do Golfo. A cotação chegou a subir 29% na abertura do mercado e encerrou o dia com valorização de 13%, próxima de US$ 103 por barril, diante da redução da produção por grandes exportadores do Oriente Médio em meio a restrições no tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz.

Com a circulação de navios limitada, produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque passaram a reduzir a produção à medida que os estoques aumentam. A interrupção no fornecimento elevou preocupações sobre escassez global de energia e possíveis impactos inflacionários.

Durante o pregão, o barril chegou a se aproximar de US$ 120 antes de recuar. No mesmo período, economias do G7 discutiam a possibilidade de liberar reservas emergenciais de petróleo para conter a volatilidade do mercado. Na semana anterior, o petróleo acumulou alta de cerca de 35%, o maior avanço semanal desde o início da série histórica de contratos futuros, em 1983. A última vez que o barril superou US$ 100 havia sido após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

No Oriente Médio, episódios ligados ao setor energético também contribuíram para o aumento das tensões. O Escritório de Mídia de Fujairah informou que “um incêndio ocorreu na zona de indústria petrolífera em decorrência da queda de detritos”. Já o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou na rede social X que “interceptou um drone que se dirigia ao campo petrolífero de Shayabah”.

A movimentação política no Irã também repercutiu no mercado. A nomeação de Mojiba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo foi interpretada por analistas como um sinal de continuidade da linha política atual em Teerã, uma semana após o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.

No Brasil, especialistas avaliam possíveis efeitos econômicos da escalada nos preços do petróleo. O jornalista Felipe Viana afirmou que “um choque prolongado no preço do petróleo pode impactar a política monetária e a inflação doméstica, especialmente se a escalada militar no Oriente Médio continuar nas próximas semanas”. Segundo ele, analistas consideram que a escolha da nova liderança iraniana “reforça a linha dura dentro do regime e pode indicar continuidade — ou até intensificação — da postura de enfrentamento do Irã no cenário internacional”.

Com ataques a instalações energéticas e ameaças de bloqueio a rotas marítimas estratégicas, o mercado global de petróleo enfrenta um período de instabilidade. Analistas avaliam que, caso o conflito se amplie ou envolva novos países da região, o preço do barril pode subir ainda mais, ampliando os efeitos sobre a economia mundial.

No mercado financeiro, a valorização da commodity também impulsionou empresas do setor. Os ADRs da Petrobras negociados em Nova York avançavam mais de 5% no pré-mercado, acompanhando a alta do petróleo internacional. O movimento ocorre após a intensificação das tensões no Golfo Pérsico elevar o temor de interrupções no fornecimento global.

Analistas indicam que preços mais elevados do barril tendem a beneficiar companhias de exploração e produção, já que ampliam a expectativa de receitas e margens. Em episódios recentes de tensão na região, os papéis da estatal brasileira também reagiram positivamente, com altas próximas de 5%.

Com ataques a instalações energéticas, ameaças a rotas marítimas e o conflito em andamento, o mercado global de petróleo vive um período de forte volatilidade. Analistas não descartam novas altas caso a guerra se prolongue ou envolva outros países da região, cenário que pode desencadear um novo choque energético com efeitos diretos sobre a economia mundial.

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