A comercialização de soja no mercado físico brasileiro ganhou ritmo recentemente. Conforme apontado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a maior movimentação tem sido motivada pela necessidade de liberar espaço nos armazéns para o escoamento da safra 2025/26, cuja colheita já começa a se intensificar em algumas regiões produtoras.
Segundo o Cepea, cooperativas e cerealistas têm atuado ativamente junto aos produtores para viabilizar a venda dos estoques remanescentes da última temporada. Esse esforço logístico tem resultado em maior fluidez nas negociações, mas também trouxe efeitos sobre as cotações no mercado doméstico.
Com a intensificação das vendas e a perspectiva de uma oferta abundante, os preços da soja no Brasil enfrentam pressão de baixa. De acordo com o boletim mais recente da instituição, divulgado nesta semana, as cotações vêm recuando à medida que o volume disponível se eleva e o mercado antecipa uma grande entrada de produto.
O cenário de abundância foi reforçado por uma atualização da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que revisou o estoque inicial da temporada 2025/26 para 10,73 milhões de toneladas. O número representa um aumento de 2,9% em relação à estimativa anterior e impressionantes 48,4% acima do volume observado no mesmo período do ano passado.
A produção nacional de soja segue projetada no patamar recorde de 176,12 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como principal fornecedor global do grão. Esse nível de oferta, combinado com estoques elevados, tende a manter a pressão sobre os preços internos ao longo dos próximos meses. Para o setor produtivo, o avanço da comercialização é importante para equilibrar o fluxo logístico e evitar gargalos no armazenamento. No entanto, a queda nos preços exige atenção dos produtores na definição de estratégias de venda, principalmente diante de custos de produção ainda elevados em algumas regiões.
CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo para receber as últimas do Noticia Max.



0 Comentários