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15 de Julho de 2024

BRASIL Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016, 14:34 - A | A

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016, 14h:34 - A | A

PRESO NA LAVA JATO

Moro determina que Eduardo Cunha seja transferido da PF para presídio

Decisão é desta sexta-feira (16) e não define data de transferência. João Cláudio Genu e Léo Pinheiro permanecem na PF.

G1-PR

Foto: Giuliano Gomes/PR Press

CUNHA

Justiça Federal do Paraná autoriza transferência de Eduardo Cunha para presídio que fica na Região Metropolitana de Curitiba

A Justiça Federal do Paraná (JF-PR) determinou, nesta sexta-feira (16), que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja transferido da sede da Polícia Federal (PF) de Curitiba, onde está preso desde outubro, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense.

Procurada, a defesa de Cunha disse que não vai se manifestar.

 

Cunha foi preso em 19 de outubro, na Operação Lava Jato, na qual é réu por, segundo o MPF, ter recebido propinas em um contrato de Petrobras.

 

Na mesma decisão, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em primeira instância, rejeitou os pedidos de transferência de o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) e do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu.

 

A solicitação foi feita pela PF na segunda-feira (12) e justificada pela lotação da carceragem.

A defesa de Cunha pediu a permanência do deputado cassado na sede da PF, entre os argumentos, eles alegaram que a ação penal em que Cunha é réu está em "pleno desenvolvimento", com depoimento marcado para 7 de fevereiro, e a mudança atrapalharia a rotina de reuniões entre cliente e defensores na PF.

 

No despacho, Moro esclarece que o espaço da carceragem da PF é limitado e destina-se a local de passagem, com algumas exceções. Ainda segundo o juiz, as condições da carceragem do Complexo Médico Penal, uma penitenciária estadual de regime fechado e com finalidades médicas, são consideradas boas, "talvez melhores do que a da própria carceragem da Polícia Federal".

 

"A transferência, portanto, não é sanção, mas visa atender exclusivamente uma necessidade de abrir espaço na carceragem da Polícia Federal e a de evitar superlotação prejudicial aos presos", diz a decisão.

 

Moro não determina a data da transferência do deputado afastado, mas recomenda que não prejudique o direito de visita.

 

Ainda de acordo com o despacho, Léo Pinheiro permanece na carceragem por conta de deslocamentos para audiências na Justiça e oitivas em inquéritos. Já João Claudio Genu fica na PF por estar em discussão para eventual acordo de colaboração premiada.

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