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CIDADES Sábado, 31 de Outubro de 2026, 11:40 - A | A

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EDUCAÇÃO QUILOMBOLA

Projetos aproximam estudantes quilombolas de suas raízes culturais e fortalecem a aprendizagem

Da Redação

Rodrigo Fonseca | Seduc-MT

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Estudantes de comunidades quilombolas de Mato Grosso terão a oportunidade de ampliar a aprendizagem a partir de conhecimentos, tradições e experiências presentes em seu próprio cotidiano. Para isso, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) destina R$ 150 mil ao desenvolvimento de seis projetos pedagógicos que articulam os conteúdos curriculares à história e à identidade cultural dessas populações.

A iniciativa contempla quatro escolas quilombolas e duas unidades estaduais com salas anexas. A proposta é tornar o ensino mais próximo da realidade dos alunos, permitindo que conhecimentos transmitidos entre gerações sejam utilizados como recursos pedagógicos para desenvolver habilidades, recuperar aprendizagens e estimular a participação nas atividades escolares.

Na prática, temas como agricultura tradicional, artesanato, preservação ambiental e memória das comunidades poderão ser trabalhados em diferentes disciplinas. Essa integração permite aos estudantes compreender a relação entre os conteúdos aprendidos em sala de aula e os conhecimentos presentes no ambiente em que vivem.

Outro aspecto é o fortalecimento do sentimento de pertencimento. Ao reconhecer a cultura de suas comunidades como parte do processo educativo, os alunos são incentivados a valorizar suas origens, compartilhar experiências familiares e participar da preservação de saberes que integram a identidade quilombola.

Os seis projetos estão distribuídos entre três regiões educacionais. O polo da Diretoria Metropolitana de Educação (DME) concentra quatro iniciativas, enquanto as Diretorias Regionais de Educação (DREs) de Tangará da Serra e de Pontes e Lacerda contam com uma iniciativa cada.

As propostas abrangem cinco eixos temáticos: Tecnologia Social Quilombola; Cultura e Artesanato Quilombola; Técnicas Agrícolas Quilombolas; Diversidade Sociocultural e Aspectos Históricos; e Educação Ambiental Quilombola.

Além de ampliar as possibilidades de aprendizagem, as atividades buscam desenvolver a autonomia, a criatividade e o protagonismo dos estudantes, incentivando-os a reconhecer problemas de seu cotidiano e a participar da construção de soluções relacionadas à realidade das comunidades.

Conforme o cronograma do edital, publicado em junho, os recursos deverão ser executados até dezembro de 2026. As escolas terão até julho de 2027 para apresentar os relatórios finais, com informações sobre as atividades realizadas e os resultados alcançados.

O acompanhamento será realizado pelas Diretorias Regionais de Educação e pela Coordenadoria de Educação Étnico-Racial e Ambiental (Coeera) da Seduc-MT.

As ações também deverão integrar o Projeto Político-Pedagógico (PPP) das unidades escolares, permitindo que as experiências desenvolvidas contribuam para a continuidade das práticas educativas e para uma formação que reconheça tanto o conhecimento científico quanto a herança cultural dos estudantes quilombolas.

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