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ECONOMIA Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016, 17:12 - A | A

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016, 17h:12 - A | A

CENÁRIO FAVORÁVEL

Setor da construção civil começa a reagir em MT

construção civil

Antônio Cruz/Agência Brasil

Na contramão da realidade nacional, Mato Grosso apresentou este ano uma queda menor no faturamento do setor da construção civil em relação ao ano passado.

No acumulado do ano, o Brasil teve retração de 12,4%, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 13, pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

 

Já a Associação dos Comerciantes da Construção Civil (Acomac-MT) aponta cenário favorável para Mato Grosso.

 

De acordo com os dados levantados pela associação a maior queda em 2016 foi nos primeiros seis meses do ano, onde foram registrados 7,5% de redução nas vendas comparado a 2015.

 

Já no segundo semestre, a retração diminuiu e chegou a 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

O presidente da Acomac-MT, Gustavo Nascimento informou que como todos os anos, as vendas no mês de novembro crescem e em 2016 ficaram 5,5% maior do que outubro. Nos primeiros dez dias de dezembro o comércio comemorou o crescimento no consumo, que já superou o mês anterior.

 

O presidente da Acomac-MT, disse que o estado apresenta esta particularidade devido, principalmente, ao agronegócio que manteve o setor econômico de Mato Grosso.

 

Outro fator que influenciou a movimentação na construção civil foi o pagamento em dia dos salários dos servidores públicos, situação que não ocorreu em outros estados brasileiros e prejudicou o comércio de uma forma geral.

 

Gustavo destacou também que o Governo Estadual não parou de investir, mesmo fazendo obras pequenas, isto contribui para fomentar o setor.

 

Para 2017, o presidente da Acomac-MT acredita que medidas adotadas pelo governo federal devem ajudar a alavancar o setor. No final deste ano, o governo liberou R$ 3 milhões e 600 mil para abertura de crédito para financiamento.

 

Além disso, apresentou um novo projeto chamado “cartão reforma”, que disponibiliza subsídio de até R$5 mil para famílias de baixa renda para fazer pequenas obras nas residências.

 

Já para o Sindicato das indústrias da construção do estado de Mato Grosso (Sinduscon) este ano foi mais difícil do que 2015.

 

O presidente do Sinduscon-MT, Julio Flávio Campos Miranda, a parte de infraestrutura, que são obras de asfalto e saneamento básico, se manteve estável. Mas o que apresentou grande queda foi o setor imobiliário, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande.

 

Ainda há muito incerteza na construção civil em todo o país. É preciso ter investimento nos setores privado e público por parte do governo federal para que a economia volte a crescer e trazer novos trabalhos para a construção.

 

Dados nacionais

O faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção no País em novembro caiu 8,6% na comparação com outubro e diminuiu 14,5% em relação ao mesmo mês de 2015.

 

No acumulado do ano, o setor teve retração de 12,4%, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira, 13, pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

 

Segundo o presidente da Abramat, Walter Cover, a recessão econômica e seus efeitos sobre emprego, renda e crédito continuam a impactar negativamente a indústria.

 

"Enquanto não houver uma política contundente de crédito viável, juros acessíveis, um programa de recomposição, um grande acordo de compromissos mútuos entre governo e empresas, a situação do mercado de materiais tende a permanecer negativa em 2017", avalia, em nota distribuída à imprensa.

 

A Abramat ressalta que, nos últimos três anos, a queda das vendas da indústria de materiais alcançou 33%, e as projeções apontam para mais quedas nos próximos meses.

 

Já o nível de emprego na indústria em novembro apresentou queda de 6,3% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano a redução foi de 8,9%.

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