A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de unidades falsificadas do medicamento contra o câncer Phesgo e da toxina botulínica Dysport. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21).
No caso do Phesgo, a medida vale para unidades do lote B5011B05 que apresentam junho de 2025 (06/2025) como data de fabricação.
Segundo a Anvisa, a Roche, responsável pelo registro do medicamento, informou ter identificado no mercado unidades desse lote com características diferentes das do produto original.
A agência determinou a apreensão e proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a importação, a exportação e o uso das unidades falsificadas.
O Phesgo é um medicamento biológico usado no tratamento de determinados casos de câncer de mama HER2-positivo.
Roche orienta que unidades não sejam utilizadas
Em nota ao g1, a Roche informou que tomou conhecimento da suspeita de falsificação em 2 de julho de 2026, por meio de seu Serviço de Informações Roche (SIR), e notificou a Anvisa.
A empresa afirmou que não reconhece como autênticas as unidades do lote B5011B05 mencionadas na publicação do Diário Oficial e, por isso, não é possível assegurar a qualidade, a segurança e a eficácia desses produtos.
A orientação da farmacêutica é que pacientes e profissionais de saúde não administrem as unidades identificadas pela Anvisa.
Em caso de suspeita de fraude ou irregularidade, a Roche orienta que pacientes e profissionais de saúde procurem a empresa. O Serviço de Informações Roche atende pelo telefone 0800 77 20 289 e pelos demais canais oficiais da farmacêutica.
A Roche disse ainda que adotou as medidas legais cabíveis e que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Três lotes falsificados de Dysport
A Anvisa também determinou a apreensão de três lotes falsificados do Dysport 500 U, medicamento à base de toxina botulínica tipo A.
Os lotes atingidos são:
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P08191, com validade em abril de 2029;
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P08192, com validade em maio de 2029;
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P22368, com validade em fevereiro de 2029.
Segundo a resolução, a Beaufour Ipsen Farmacêutica, responsável pelo registro do Dysport, informou à agência que não reconhece esses lotes como originais.
Com isso, a Anvisa proibiu a comercialização, a distribuição e o uso dessas unidades.
As medidas têm caráter preventivo e entraram em vigor nesta segunda-feira (21). O g1 procurou a Ipsen para saber quais orientações devem ser seguidas por consumidores, pacientes e serviços de saúde que tenham adquirido unidades dos lotes falsificados. A reportagem será atualizada quando houver retorno.
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