A trajetória de Leonardo Jardim no Flamengo começou da melhor forma possível: com título. Em sua estreia, o técnico português comandou o Rubro-Negro na decisão contra o Fluminense, que sacramentou a conquista do Campeonato Carioca. Apesar do pouco tempo de trabalho, já foi possível analisar um pouco da "cara de Jardim" nesta equipe, principalmente pelo aspecto defensivo.
Um dos principais problemas do Flamengo comandado por Filipe Luís, demitido após o jogo de volta da semifinal, foi o sistema defensivo, que perdeu a solidez apresentada em 2025. Mesmo com poucos dias de trabalho, Leonardo Jardim conseguiu corrigir algumas falhas do Rubro-Negro e impor dificuldades ao Fluminense.
Uma das principais estratégias adotadas por Leonardo Jardim foi variar a altura dos blocos de marcação do Flamengo, com o objetivo de neutralizar as transições ofensivas do adversário, que vinham sendo uma das principais armas do Fluminense.
- Em relação à defesa, o mais importante é ganhar, mas gostamos de ter um a equipe equilibrada. Na análise dos últimos jogos verifiquei algumas transições em que eles fizeram gols e situações de perigo, hoje conseguimos ser mais compactos, só criaram uma. Temos muito a progredir como equipe - analisou Leonardo Jardim, técnico do Flamengo.
- Com relação a isso, foi uma coisa que trabalhamos porque analisamos que o Fluminense conseguia fazer transições perigosas contra nós. Nós expusemos nossos laterais, fizemos uma construção a três. Foi essa a nossa estratégia, trabalhamos isso com os jogadores - completou o técnico do Rubro-Negro.
Leonardo Jardim cobrou atenção aos jogadores do Flamengo pela compactação
Leonardo Jardim teve atuação bastante ativa à beira do campo durante a final. Um dos pontos mais cobrados pelo treinador foi a compactação da equipe. A reportagem do Lance!, presente na cobertura do FlaxFlu no Maracanã, observou que, em pelo menos quatro momentos da partida, o técnico português pediu aos atacantes que reduzissem a distância em relação aos meio-campistas no momento da marcação. A intenção era manter o time mais compacto e dificultar a circulação de bola do Fluminense.
Para Jardim corrigir: Flamengo encontrou dificuldade nas jogadas em velocidade
Se o sistema defensivo funcionou na estreia de Leonardo Jardim, o setor ofensivo ainda deixou a desejar. Com Carrascal e Samuel Lino atuando pelos lados, o Flamengo encontrou dificuldades para transformar recuperações de bola em ataques perigosos. A equipe falhou em diversas tentativas de chegar ao último terço do campo, resultando, até mesmo, em vaias aos jogadores. Pelo corredor central, especialmente nas jogadas de contra-ataque, faltou velocidade e precisão para ameaçar o adversário.
Mesmo diante deste cenário, o Leonardo Jardim demonstrou confiança no elenco do Flamengo e acredita que o momento de instabilidade está ligado à falta de confiança dos jogadores.
- Eu acredito nesses jogadores, temos jogadores que são rápidos. Os jogadores, com esse momento, perderam um pouco de confiança, Vamos retomar isso para termos uma equipe competitiva e organizada - analisou Jardim, do Flamengo.
Flamengo de Jardim sem 11 titulares
Uma escolha importante do treinador para a decisão foi deixar Paquetá no banco. Após o título, Jardim afirmou que não pretende adotar um time titular. A ideia do treinador é gerir o elenco e variar os jogadores de acordo com o momento físico e as necessidades de cada partida.
- Sinceramente não acredito em 11, é um grupo de trabalho. Quero uma equipe competitiva, fresca, que consiga defender e atacar bem. Sei que os fãs gostam de um time com 11, mas isso não é possível a temporada toda. Temos o Paquetá, o Everton, o Danilo, o Royal e o Ayrton... Temos várias funções. Não há outra forma de conseguir esse tipo de situação. Temos alguns jogadores experiente a nível nacional e internacional, mas eles não vão jogar sempre porque o risco de lesão é muito grande - afirmou.
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