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entenda

O que está em jogo caso o Flamengo dispute o rebaixamento no Carioca

Mini-torneio envolve mais jogos e proporciona conflito de datas com outras competições

O Globo

A mudança de formato do Campeonato Carioca e o calendário inchado do futebol brasileiro colocaram o Flamengo contra a parede. O mau começo do time sub-20 no Estadual deixou o clube diante da possibilidade de ficar fora das quartas de final e, consequentemente, de ter que participar do quadrangular que definirá o rebaixado. Apesar deste risco jogar pressão sobre o planejamento traçado para este início de temporada, a comissão técnica tenta esticar a corda. Ao menos por enquanto.

 Após três jogos com o elenco sub-20, o plano traçado já previa a possibilidade de o treinador da base Bruno Pivetti ganhar “reforços” pontuais do elenco principal para os clássicos contra Vasco, nesta quarta, e Fluminense, no domingo. Mas isso não significa a utilização dos jogadores que encerraram o ano passado como titulares.

Existe a possibilidade de que atletas que chegaram agora, como o goleiro Andrew e o zagueiro Vitão, tenham oportunidade de estrear e reforcem o time. Assim como o atacante Michael e o volante Allan, que não têm permanência garantida no clube; e o centroavante Pedro, que se lesionou na reta final de temporada e voltou na Copa Intercontinental para jogar apenas por alguns minutos.

Há pressão para que outros reservas sejam incorporados ao elenco do Carioca já para estes próximos jogos e até mesmo para que Filipe Luís assuma logo o comando na beira do campo. O martelo só será batido nesta terça.

O momento é de tensão por parte da torcida. O risco de ficar fora do mata-mata e ter que jogar o quadrangular do rebaixamento é grande. Atualmente, o Flamengo tem apenas 22,5% de chances de classificação para as quartas. É o segundo menor percentual entre os 12 participantes, à frente apenas da Portuguesa (13,5%).

O cálculo foi feito pelo departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a pedido do GLOBO. Pesam contra o rubro-negro o desempenho ruim até aqui (um ponto em nove disputados), o fato de ter uma partida a mais que a maioria dos concorrentes e ter dois clássicos pela frente nos três compromissos restantes da fase de classificação.

Chances de classificação às quartas do Campeonato Carioca (fonte: UFMG):

Volta Redonda - 96%
Nova Iguaçu - 90,3%
Vasco - 83,2%
Botafogo - 83%
Fluminense - 78,2%
Madureira - 68,5%
Boavista - 68,2%
Maricá - 67,6%
Bangu - 64,7%
Sampaio Corrêa - 64,4%
Flamengo - 22,5%
Portuguesa - 13,5%

É este contexto que pressiona o planejamento, cujo foco é preparar o time principal para o Brasileiro (começa dia 28) e a disputa da Supercopa (dia 1º). E cobra da comissão técnica firmeza para seguir em frente diante de tropeços no Carioca. Até aqui, prevaleceu a convicção de que não há condições de promover a estreia na temporada de jogadores que se reapresentaram há oito dias e que foram a campo em apenas cinco deles. Ou seja: se contarmos os dias de treinamento propriamente dito, os rubro-negros ainda não completaram nem mesmo uma semana de atividade.

O problema é que, se o Flamengo não avançar às quartas do Carioca, também terá seu planejamento afetado. Embora o risco de queda seja pequeno (apenas um clube é rebaixado), o quadrangular envolve mais partidas do que a disputa pelo título.

Nele, os dois últimos de cada grupo se enfrentam em confrontos de ida e volta, totalizando seis jogos — contra apenas quatro do mata-mata pela taça. Estas duas partidas a mais representam não apenas mais compromissos como também um conflito de datas com outras competições.

A primeira rodada do quadrangular coincide com o jogo contra o Vitória, pelo Brasileiro. Já a terceira rodada bate com o duelo de ida com o Lanús, na Argentina, pela Recopa Sul-americana.

Apresentado nesta segunda, Andrew já se colocou à disposição para atuar diante do Vasco, no Maracanã. Embora tenha acabado de chegar ao clube, o novo goleiro rubro-negro vinha atuando pelo Gil Vicente, de Portugal, que está no meio da temporada europeia.

—Todos os jogadores, estafe e comissão técnica estão 100% dispostos a me ajudar para me adaptar o mais rápido possível. Na parte física, meu último jogo foi dia 2. Cheguei aqui com o intuito de ajudar o Flamengo e estarei sempre disposto a ajudar em qualquer situação — comentou o goleiro.

 Natural de Duque de Caxias, Andrew não escondeu a emoção pela chegada ao Flamengo. Enquanto a comissão técnica encara seu primeiro momento de pressão no ano, ele vive o oposto.

— Chego muito feliz e com muita vontade de trabalhar, porque represento não só o meu sonho, mas o da minha família. E também o de muitas crianças do bairro onde eu nasci.

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