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INTERNACIONAL Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2016, 16:08 - A | A

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CAMPANHA

Pais tentam arrecadar R$ 4 milhões para transplante de intestino nos EUA

G1-MT

Arthur Gabriel, de 11 meses, está internado em hospital em São Paulo (Foto: Sérgio Freitas dos Santos/ Arquivo pessoal)

 

Os pais de um bebê de 11 meses tentam arrecadar R$ 4 milhões com uma campanha pela internet e com uma vaquinha online para pagar uma cirurgia de transplante de intestino para o filho, que está internado em um hospital de São Paulo há três meses. A família de Araputanga, a 371 km de Cuiabá, vê nesse transplante, que é feito nos Estados Unidos, como a oportunidade de Arthur Gabriel levar uma vida normal.

"Esse transplante só é feito em Miami. No Brasil, ainda não se faz esse tipo de cirurgia", afirmou o pai de Arthur, Sérgio de Freitas Santos, que trabalha como administrador de fazenda, em Araputanga.

 

"Quando ele nasceu, não conseguia fazer o movimento de sucção, não conseguia sugar o leite e engolir. Nasceu fraquinho e, por causa desse problema, não conseguia mamar", contou o pai. Segundo Sérgio, o filho teve que ser submetido a uma cirurgia chamada gastrostomia, que consiste na colocação de uma sonda no estômago, para que pudesse se alimentar.

 

 

 

Depois disso, ele recebeu alta e foi encaminhado para casa, onde passou cerca de dois meses e meio.

"Ele continuou fazendo tratamento para a retirada da sonda, porque já estava se alimentando. Mas a gastrostomia causou uma obstrução no intestino dele. E, quando abriram a barriga dele, descobriram que o intestino estava podre e, por isso, foi necessário retirar o intestino", explicou o pai.

Com a cirurgia, restou apenas 5 cm de intestino e o bebê passou a receber alimentação parenteral (via intravenosa). "O prazo de vida dele com a parenteral é de sete anos, no máximo. Queremos que ele faça o transplante para aumentar o tempo de vida dele e para que possa levar uma vida normal", disse.

 

Os médicos, responsáveis pelo tratamento de Arthur, pretendem reabilitar o intestino dele, "religando a parte que sobrou", segundo o pai. No entanto, Sérgio acredita no sucesso desse procedimento. "Para funcionar normalmente, o intestino teria que ter pelo menos 35 cm e o dele só tem 5 cm. "Como tem um buraco na barriga dele devido à gastrostomia, fica vazando o suco gástrico. Como vão fazer a reabilitação, o suco gástrico que é ácido vaza e ele fica ferido", relatou.

Miami, de acordo com Sérgio, é o único lugar em que se faz o transplante de intestino. "Com a cirurgia, há mais de 75% de chances de dar certo. Se der certo o transplante, ele vai viver o resto da vida", pontuou o pai.

Para que o transplante seja feito em outro país, segundo o pai, os médicos que fazem o tratamento no Brasil deveriam dar um laudo dizendo da necessidade. "Os médicos não querem pedir o transplante fora do país porque estão tentando reabilitar o intestino dele, mas, mesmo assim, ele continuaria a se alimentar pela parenteral.

"Se tivéssemos recurso já levaríamos ele direto para Miami e pediríamos a transferência para lá, mas como não temos estamos tentando de tudo", declarou. Arthur Gabriel está internado em São Paulo desde outubro, sem previsão de alta. O problema de saúde prejudicou o desenvolvimento dele. O pai contou que ele não fala nada e ainda não consegue se sentar sozinho.

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