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3º dia de conflito

Trump diz que foi procurado pelo Irã, que nega: 'Não negociaremos'

A declaração, feita em uma publicação na rede social X, contradiz o presidente Donald Trump, que afirmou que a nova liderança iraniana gostaria de retomar as negociações

G1

O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não negociará com os Estados Unidos.

A declaração contradiz Donald Trump, que no domingo (1) havia afirmado que a nova liderança tinha interesse em retomar as negociações.

No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também havia afirmado ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a “esforços sérios” para reduzir a tensão após os ataques israelenses e norte-americanos.

Porém, por meio de uma publicação na rede social X, Larijani negou nesta segunda que qualquer iniciativa para retomar as negociações com Washington por meio de intermediários de Omã.

"Não negociaremos com os Estados Unidos", escreveu Larijani.

Em outra publicação, o secretário disse que "Trump mergulhou a região no caos com suas 'fantasias delirantes' e agora teme mais baixas entre as tropas americanas".

"Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan 'América Primeiro', criado por ele mesmo, em 'Israel Primeiro', sacrificou soldados americanos pelas ambições de poder de Israel. E, com novas invenções, está mais uma vez impondo o custo de assassinar seu próprio caráter aos soldados e famílias americanas. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. As forças armadas do Irã não iniciaram a agressão."

EUA continuará até que todos os objetivos militares sejam atingidos
A campanha dos EUA no Irã vai continuar até que todos os objetivos militares dos EUA sejam atingidos, disse no domingo (1º) o presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento publicado em suas redes sociais.

Em um discurso de seis minutos de duração, Trump afirmou também que os EUA vão vingar a morte dos três militares mortos durante a retaliação iraniana. Em tom de ameaça, ele também mandou um recado para membros das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária do Irã:

"Eu faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã, policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa."

Pouco antes, Trump declarou ao jornal britânico "Daily Mail" que o conflito com o Irã deve se arrastar pelas próximas quatro semanas.

"Calculamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos", disse Trump, segundo o jornal britânico.

Trump disse ao jornal que continuava aberto a mais conversas com os iranianos, mas não disse se isso aconteceria "em breve". Também no domingo, ele havia dito à revista "The Atlantic" que a nova liderança do país se mostrou disposta a retomar as negociações sobre o programa nuclear.

 As discussões sobre o programa nuclear iraniano foram a justificativa de EUA e Israel para o início da campanha militar, no sábado (28), que matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

 Ataque ao Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.

Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo a mídia estatal iraniana, outros integrantes da cúpula militar também morreram. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Três militares foram mortos, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe", afirmou o presidente dos EUA no domingo. "Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização."

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