A tireoide é uma pequena glândula localizada na parte anterior do pescoço, mas exerce um papel fundamental no equilíbrio do organismo. Ela é responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo, influenciam o funcionamento do coração, do intestino, do cérebro, da pele e até do humor. Quando há qualquer alteração na sua função, diversos sistemas do corpo podem ser impactados.
Embora os distúrbios da tireoide possam ocorrer em qualquer pessoa, as mulheres apresentam risco significativamente maior de desenvolver essas alterações ao longo da vida. Essa maior propensão está relacionada principalmente a fatores hormonais e imunológicos. As mulheres têm maior predisposição a doenças autoimunes, condições em que o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, como ocorre na Tireoidite de Hashimoto e na Doença de Graves, duas das principais causas de disfunção tireoidiana.
Além disso, fases como puberdade, gestação, pós-parto e menopausa representam períodos de maior instabilidade hormonal, o que pode favorecer o surgimento ou a manifestação de alterações na glândula. Estima-se que mulheres tenham de cinco a oito vezes mais chances de desenvolver doenças tireoidianas autoimunes em comparação aos homens.
Entre os distúrbios mais comuns está o hipotireoidismo, condição em que a produção de hormônios é insuficiente. Ele pode se manifestar com cansaço persistente, ganho de peso geralmente discreto e relacionado principalmente à retenção de líquidos, queda de cabelo, pele seca, alterações menstruais, intestino preso, desânimo e dificuldade de concentração. Muitas vezes os sintomas são discretos e acabam sendo atribuídos ao estresse ou à rotina intensa, o que pode atrasar o diagnóstico.
Já o hipertireoidismo ocorre quando há produção excessiva de hormônios tireoidianos e pode provocar perda de peso sem causa aparente, ansiedade, irritabilidade, insônia, tremores, palpitações, irregularidade menstrual e, em alguns casos, alterações cardiovasculares como arritmias, especialmente fibrilação atrial. Em ambos os casos, a avaliação médica é essencial para confirmação diagnóstica e definição do tratamento adequado.
Outra situação bastante frequente nas mulheres é o aparecimento de nódulos na tireoide. A maioria é benigna e não causa sintomas, sendo descoberta em exames de rotina. Ainda assim, é importante investigar para descartar alterações que exijam acompanhamento específico. O diagnóstico costuma envolver exames laboratoriais simples, como a dosagem do TSH e dos hormônios tireoidianos, além de ultrassonografia. Em alguns casos, pode ser indicada punção para análise celular.
Outra situação bastante frequente nas mulheres é o aparecimento de nódulos na tireoide. A maioria é benigna e não causa sintomas, sendo descoberta em exames de rotina. Ainda assim, é importante investigar para descartar alterações que exijam acompanhamento específico. O diagnóstico costuma envolver exames laboratoriais simples, como a dosagem do TSH e dos hormônios tireoidianos, especialmente T4 livre e, quando necessário, T3, além da pesquisa de anticorpos antitireoidianos em casos suspeitos de doença autoimune, além de ultrassonografia. Em alguns casos, conforme características do ultrassom e tamanho do nódulo, pode ser indicada punção para melhor análise.
Durante a gestação, a atenção deve ser redobrada, pois alterações hormonais não diagnosticadas podem interferir tanto na saúde da mãe quanto no desenvolvimento do bebê. Por isso, mulheres com histórico familiar de doenças da tireoide ou sintomas sugestivos devem realizar avaliação médica antes ou logo no início da gestação.
Os distúrbios da tireoide são comuns, especialmente entre mulheres, mas quando identificados precocemente apresentam tratamento eficaz e permitem boa qualidade de vida. Alterações discretas, como o hipotireoidismo subclínico, também são mais frequentes em mulheres e podem impactar fertilidade, ciclo menstrual e evolução da gestação. Observar os sinais do próprio corpo e manter acompanhamento médico regular são atitudes fundamentais para preservar a saúde hormonal em todas as fases da vida.
Dra. Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá-MT.
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