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POLÍCIA Segunda-feira, 02 de Março de 2026, 10:56 - A | A

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EM MATO GROSSO

Funai, Ibama e forças de segurança desarticulam garimpo ilegal em Terras Indígenas

A atividade garimpeira em terras indígenas é ilegal e provoca graves impactos ambientais

Da Redação

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) participou de ação integrada de combate ao garimpo ilegal nas Terras Indígenas Aripuanã, Kayabi e Sararé, em Mato Grosso (MT). A operação, que aconteceu entre os dias 4 e 12 de fevereiro, foi coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), também contou com o apoio da Polícia Federal, da Polícia Militar Ambiental, do Batalhão de Operações Policiais Especiais de Mato Grosso (Bope/MT) e da Polícia Civil do estado.

A operação resultou na retirada de um robusto aparato utilizado no garimpo ilegal, com a apreensão e inutilização de 23 dragas, 12 balsas de mergulho, 5 escavadeiras hidráulicas, 51 mil litros de combustível, além de motores, embarcações, acampamentos, dispositivos de conectividade, ouro e mercúrio. A presença desses equipamentos evidencia a estrutura organizada da atividade criminosa e seus graves impactos ambientais. Ao neutralizar esses recursos, a operação desarticula a logística do garimpo ilegal e reduz sua capacidade de reorganização imediata nos territórios indígenas.

A atividade garimpeira em terras indígenas é ilegal e provoca graves impactos ambientais, o que afeta diretamente os territórios e o modo de vida dos povos Cinta-Larga, Kayabi e Nambiquara. Além dos danos ambientais, a presença de invasores amplia riscos sociais e pressões sobre as comunidades indígenas.

Segundo a coordenadora-geral de fiscalização vinculada à Diretoria de Proteção da Territorial (DPT) da Funai, Juliana de Almeida, as ações reforçam o compromisso da Funai “no combate a ilícitos em terras indígenas e destacam a importância da atuação integrada entre distintos órgãos para potencializar os resultados alcançados”.

A ação integra a estratégia permanente de fiscalização da Funai, junto com os órgãos de segurança responsáveis, para garantir a posse plena e o usufruto exclusivo das terras tradicionalmente ocupadas, conforme previsto na Constituição Federal. Novas operações conjuntas estão previstas, reforçando o compromisso institucional com a proteção territorial e o enfrentamento aos ilícitos em terras indígenas.

 

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