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POLÍTICA & PODER Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016, 09:30 - A | A

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2016, 09h:30 - A | A

DEPOIMENTO AO GAECO

Alan Malouf diz que operou caixa 2; governo nega

Da Redação

Foto Hipernotícias

 

O empresário Alan Ayoub Malouf, apontado como um dos líderes do esquema de fraudes a licitações da Secretaria de Educação (Seduc), em depoimento no último dia 16, Malouf relatou que a campanha ao Governo de Mato Grosso encabeçada por Pedro Taques teria sido operada com dinheiro de caixa 2.

Aos promotores de Justiça, o empresário disse: “Ao final da campanha, houve um débito de campanha não declarado, sendo que Pedro Taques me pediu apoio para o pagamento desse débito. Ajudei nessa composição, mas não me recordo, por hora, do montante”.

Ele confirmou que, entre os doadores das despesas não declaradas, está o empresário Giovani Guizardi, apontado como operador do esquema na Secretaria de Educação. O dono da Construtora Dínamo contribuiu com R$ 200 mil.  Após a posse do governador, Malouf admitiu a existência do esquema na Secretaria de Educação. Ele assinalou que as fraudes foram operadas por Giovani Guizardi, pelo ex-secretário Permínio Pinto e contou com a participação do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), que é seu primo. Apesar de não tratar diretamente do esquema, Alan assumiu que foi beneficiado com R$ 260 mil.

Malouf afirma ainda que o esquema teria vigorado até dezembro de 2015 e que procurou o governador Pedro Taques quando soube da prisão de Guizardi pois teria ficado muito preocupado com a situação e contou ao tucano que o empresário preso havia doado R$ 200 mil para a campanha sem declaraçao oficial e recebido devolução de valores no esquema. Alan disse ainda para o Gaeco que não viu nenhum movimento por parte do governo após isso.

O Gabinete de Comunicação do Governo do Estado se manifestou por meio de nota negando todas as afirmações feitas por Malouf, declarações que que classificou como “Levianas, absurdas e fantasiosas. 

Veja abaixo na íntegra:

NOTA DE IMPRENSA

Acerca do depoimento do investigado na Operação Rêmora, Alan Malouf, ao GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e NACO (Núcleo de Ações de Competências Originárias) do Ministério Público de Mato Grosso, no último dia 16, e divulgado à imprensa nesta segunda-feira (19.12), o Governo de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:

01) O governador Pedro Taques e o secretário da Casa Civil, Paulo Taques, negam enfaticamente as afirmações levianas e absurdas do investigado Alan Malouf sobre a fantasiosa existência de valores não contabilizados (o chamado “caixa dois”) na campanha de 2014, e reiteram que todas as movimentações financeiras do referido pleito eleitoral encontram-se devidamente registradas na Prestação de Contas do PDT, partido pelo qual Pedro Taques disputou àquelas eleições - inclusive as despesas ainda não pagas – sendo que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

02) O governador e o secretário afirmam, ainda, que Alan Malouf jamais exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais, e que todas as doações, de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas. Portanto, caso haja qualquer valor que eventualmente tenha sido movimento pelo investigado e que não esteja contabilizado, não foi utilizado na campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino dos valores por ele mencionados.

03) O governador e o secretário classificam as declarações do investigando como uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-los em ações criminosas das quais jamais tiveram conhecimento, tampouco delas deram ordem ou participaram. Lamentam, ainda, que o investigado tente envolvê-los nos atos ilegais, contrariando todos os demais depoimentos já prestados nessa investigação - com o claro propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si -, e informam que constituirão advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. E a verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos.

04) Por fim, o Governo do Estado esclarece que, embora o investigado tenha mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas jamais venceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de 01 de janeiro de 2015, uma vez que o governador, por estrita obediência às leis, nunca interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no âmbito do Governo do Estado ou em qualquer outro Governo.

Cuiabá-MT, 19 de dezembro de 2016.

GCOM – Gabinete de Comunicação do Governo de Mato Grosso

 

 

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