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POLÍTICA & PODER Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, 13:58 - A | A

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“JEFFREY BRASILEIRO”

Coronel Fernanda cobra presença de Vorcaro em CPMI do INSS

Autora da CPMI, deputada comparou CEO do Banco Master ao Jeffrey Epstein, bilionário já falecido acusado de crimes sexuais

Da Redação

Autora da CPMI do INSS, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) reagiu com firmeza à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro de comparecer às oitivas no Congresso Nacional. 

Para a parlamentar, a comissão não pode permitir que o investigado deixe de prestar esclarecimentos sobre as suspeitas que envolvem o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. 

Segundo Coronel Fernanda, a ausência de Vorcaro à CPMI levanta ainda mais questionamentos sobre a gravidade dos fatos investigados. “Nós não podemos permitir que este homem não fale com essa comissão. Estamos vendo que há indícios de crimes que vão além de roubar aposentados e pensionistas. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou durante sessão da CPMI. 

A deputada defende que o depoimento ocorra a qualquer custo. “Não podemos permitir que isso aconteça! Se a comissão não tem como trazer o Jeffrey brasileiro, nós vamos até ele e vamos saber a verdade”, completou. 

Coronel Fernanda chamou Vorcaro de “Jeffrey brasileiro” em alusão ao empresário norte-americano Jeffrey Epstein (já falecido) acusado de crimes sexuais e de manter uma rede de exploração envolvendo figuras influentes do mundo político e de entretenimento. 

“Nós vimos nos Estados Unidos um esquema que misturava poder, dinheiro e crimes gravíssimos. Aqui no Brasil, há relatos de festas, prostituição e troca de favores políticos. Volto a falar: se a comissão não tiver como trazer o ‘Jeffrey brasileiro’ até nós, nós iremos até ele, mas ele terá que responder”, declarou. 

A fala ocorre em meio à ofensiva de parlamentares para garantir que Vorcaro seja ouvido. Enquanto integrantes da CPMI defendem a presença obrigatória em Brasília, outras comissões do Senado discutem alternativas como depoimento em São Paulo ou por videoconferência. Coronel Fernanda, no entanto, sustenta que o foco precisa permanecer na responsabilização dos envolvidos e na proteção dos aposentados que tiveram descontos associativos aplicados sem autorização. 

Para a deputada, a CPMI foi criada justamente para enfrentar estruturas de poder que, segundo ela, operaram à margem da lei e prejudicaram milhares de brasileiros vulneráveis. “Estamos falando de pessoas que trabalharam a vida inteira e foram lesadas. Não haverá recuo. A CPMI vai até o fim, doa a quem doer”, concluiu.

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