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POLÍTICA & PODER Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 12:39 - A | A

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 12h:39 - A | A

Gilberto Figueiredo

Ex-secretário de saúde presta depoimento na CPI

Da Redação

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Essa foi a primeira reunião aberta da CPI após recesso da comissão para o período eleitoral. Estiveram presentes os deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e também d líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco, que acompanhou o que disse o ex-secretário de saúde, Gilberto Figueiredo, por quase uma hora.

Wilson Santos, presidente da CPI, foi direto ao assunto e formulou várias perguntas sobre o que a comissão queria saber, sobretudo com relação ao pagamento suspeito de mais de um bilhão e duzentos milhões de reais. Wilson Santos começou perguntando inicialmente sobre os pagamentos indenizatórios.

Gilberto Figueiredo se defendeu. "Pagamentos indenizatórios, eles não nascem na sala do secretário de Saúde. Ele nasce por alguma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida em uma das pontas, e depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter enriquecimento ilícito. É um ato que existe hoje no serviço público, sempre existiu nessa secretaria, eu acho que desde o dia que ela passou a existir."

Santos ainda quis saber sobre um estranho pagamento que a CPI achou nos relatórios. Gilberto autorizou o pagamento à empresa LI Medicamentos, que recebeu mais de sete milhões de reais. A recomendação da Controladoria-Geral do Estado era que não fosse feito o pagamento.

"O senhor tem conhecimento dessa denúncia da... dessa denúncia da CGE para o senhor? "Ao longo da minha gestão, dos sete anos, são aproximadamente quase quatrocentos mil processos.

Como é que eu posso pescar dentro desse universo um processo especificamente para relatar aqui? Acho que, se essa demanda for feita oficialmente à secretaria, todos os documentos que permeiam o pagamento, se ele assim foi realizado, estarão à disposição da CPI. Mas eu não me recordo especificamente."

Ao final da exposição à CPI, Gilberto Figueiredo entregou um livro de autoria dele com o título Sem Tempo para Respirar e avaliou o depoimento à CPI. "Não tem nada de novo, nada que não tenha sido investigado pela Decor, nada que não tenha sido investigado pelo Tribunal de Contas ou pelo Ministério Público. Então, é mais do mesmo, né? De algo que já foi dito e que até hoje não se comprovou nenhuma irregularidade, tampouco que eu sou indiciado, investigado em qualquer operação."

Wilson Santos também avaliou o depoimento do ex-secretário Gilberto Figueiredo e disse que a comissão está no caminho certo ao investigar tudo. "Várias respostas do secretário, do ex-secretário, demonstram que a CPI está no caminho certo.

Ele confirmou aqui que pagou mais de um bilhão e cem milhões de forma indenizatória, que a forma indenizatória não é precedida por licitação, não há cobertura contratual. Ele confirmou aqui que desrespeitou, deixou de atender diversas orientações, recomendações, pareceres da Procuradoria-Geral do Estado e também da Controladoria-Geral do Estado. Ele não conseguiu explicar com detalhes por que pagou mais de cento e quarenta milhões ao grupo Einstein, com o hospital fechado, sem nenhum procedimento realizado. E as CPIs têm autonomia para apresentarem um parecer conjunto, como cada membro da CPI tem autonomia para apresentar o seu parecer", concluiu o deputado.

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